Venda online de emagrecedoras cresce 149%
14 de agosto de 2026
Redação

O número de pedidos online de medicamentos associados ao GLP-1, utilizado no tratamento do diabetes e sobrepeso, cresceu 149,3% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025. O aumento representa um salto de 2,5 vezes. Foram 1.364.354 solicitações entre janeiro e junho, ante 547.249 nos seis primeiros meses do ano passado. Os dados são de um levantamento da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil e revelam, ainda, que o valor total desses pedidos alcançou R$ 2.348.777.687,64 apenas no primeiro semestre de 2026. O estudo contempla medicamentos injetáveis, popularmente conhecidas como “canetas emagrecedoras”, e outras formas farmacêuticas do princípio ativo. 

O crescimento reforça a expansão desse mercado no ambiente digital, mas também chama a atenção para a necessidade de proteção das transações. Nos seis primeiros meses do ano, foram identificadas 3.966 tentativas de fraude, que envolveram R$ 7.864.725,56. 

A maior exposição da categoria também acompanha um movimento identificado pelo Mapa da Fraude da Serasa Experian. Este ano, “Saúde” passou a integrar, ao lado de “Beleza” e “Calçados”, as três categorias do e-commerce com maior volume de tentativas barradas. Segundo a análise do Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude, Rodrigo Sanchez, segmentos com alta procura, produtos de maior valor unitário, recorrência de compra e facilidade de revenda tendem a despertar mais interesse, tanto dos consumidores quanto dos fraudadores. 

“Produtos de maior valor agregado e que passam por um crescimento acelerado de demanda podem atrair também a atenção dos fraudadores. Por isso, não basta avaliar apenas os dados cadastrais ou o meio de pagamento de forma isolada. É necessário combinar diferentes camadas de inteligência, como análise de identidade, dispositivo, comportamento e transação, para identificar riscos sem criar barreiras desnecessárias aos consumidores legítimos”, afirma o executivo da datatech.

A aceleração começou a ganhar força em maio e junho de 2025, período que também coincidiu com mudanças importantes no ambiente regulatório e na disponibilidade dos tratamentos. Em abril de 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou a retenção de receita para medicamentos agonistas de GLP-1, regra que passou a valer em 23 de junho. O levantamento não permite, entretanto, isolar o impacto de cada evento sobre o volume de pedidos.

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