Veja 10 empresas mais amadas para trabalhar
19 de fevereiro de 2026
Redação

A consultoria ILoveMyJob divulgou a pesquisa de marca empregadora Loved Companies 2025, realizada com cerca de dois mil respondentes em regime CLT, que ranqueia as empresas mais lembradas como destino desejado para trabalhar e indica os fatores associados à atração, permanência e saída voluntária no mercado.

A Loved Companies 2025 apresenta o ranking em dois recortes: o nacional (apenas empresas brasileiras) e o geral (com empresas brasileiras e multinacionais). O critério principal é o volume de menções positivas, em caso de empate, entram critérios do Glassdoor como desempate.

Ranking nacional (empresas brasileiras):

1- Itaú

2- Sicredi 

3- O Boticário

4- Natura

5- Nubank

6- Eurofarma

7- Ambev

8- Vale

9- iFood

10- SESC 

Ranking geral (com brasileira e multinacionais): 

1- Google

2-  Itaú

3- Apple

4- Sicredi

5- Amazon

6- Grupo Boticário

7- Natura

8- Coca-Cola

9- Nubank

10- Microsoft

Plano de carreira supera salário no emprego ideal e lidera motivos de saída

Plano de carreira é o principal fator associado ao emprego ideal na percepção de profissionais brasileiros e também o motivo mais citado para desligamento quando falamos de saída voluntária. 

Segundo o levantamento, o crescimento ou plano de carreira aparece como a primeira menção de 20,42% dos participantes ao definir o emprego ideal. Na sequência, surgem salário e benefícios (13,60%)colaboração entre equipes (12,46%)transparência (9,69%), autonomia e flexibilidade (8,69%) e liderança próxima ou inspiradora (6,68%).

“A pesquisa mede a percepção dos profissionais para entender o que torna uma empresa desejada e quais atributos pesam na decisão de permanecer ou de querer trabalhar ali. Essa avaliação começa cedo, ainda no recrutamento, quando o candidato compara a promessa da marca empregadora com a experiência do processo seletivo”, afirma a especialista em marca empregadora Angélica Madalosso, CEO e cofundadora da ILoveMyJob.

O mesmo tema que lidera o que os profissionais buscam também aparece como principal gatilho de saída. Ao serem questionados sobre os motivos de desligamento, os respondentes apontaram, em primeiro lugar, a falta de oportunidades de crescimento ou de um plano de carreira estruturado (14,66%). Depois aparecem salário e benefícios (13,78%), falta de reconhecimento e valorização (13,46%), sobrecarga de trabalho (12,02%) e trabalho 100% presencial (10,42%).  De acordo com o estudo, a avaliação do candidato começa no recrutamento e se confirma na experiência ao longo do tempo. A repetição do tema nas duas listas reforça esse ponto.

Na avaliação da ILoveMyJob, a leitura dos resultados reforça dois movimentos do mercado de trabalho atual. O primeiro é a valorização do plano de carreira e da solidez das organizações. A consultoria aponta que empresas mais tradicionais, consolidadas ou amplamente reconhecidas tendem a aparecer com maior destaque entre as mais citadas, o que indica busca por ambientes percebidos como mais estáveis para construção de carreira no médio e longo prazo. A leitura se conecta à valorização de organizações que investem de forma consistente no desenvolvimento das pessoas, com estrutura, aprendizagem contínua e oportunidades reais de crescimento, como diferencial na atração e na permanência de talentos.

O segundo ponto aparece nos fatores de desistência, em que cresce a menção ao excesso de demanda e à sobrecarga de trabalho. Angélica Madalosso destaca que esse dado pode ser analisado em conjunto com indicadores que apontam uma epidemia de saúde mental no Brasil, com impactos diretos na relação das pessoas com o trabalho. O reflexo, segundo ela, é menor tolerância a jornadas excessivamente intensas e contínuas, especialmente em contextos sem suporte, priorização clara ou práticas de cuidado com as pessoas. Nesse cenário, a avaliação reforça a importância de modelos de gestão que equilibrem performance, bem-estar e sustentabilidade do trabalho no longo prazo.

Importância da presença digital

Entre os canais citados na busca por emprego, o levantamento aponta o LinkedIn como principal plataforma, seguido por networking. O dado sugere que presença digital e consistência entre comunicação de carreira e experiência do candidato seguem relevantes na disputa por talentos.

O levantamento destaca que o Top 10 de 2025 é puxado por marcas com forte presença B2C – empresas já muito presentes no cotidiano do consumidor – e aponta um “efeito halo”, já que alta visibilidade e investimento em marca tendem a transbordar para a percepção como empregadora. A pesquisa também chama atenção para sinais de transformação digital, agenda ESG e benefícios/flexibilidade como elementos associados à atratividade dessas marcas. Outro ponto levantado no documento é que quase 15% dos respondentes não indicaram nenhuma empresa, um dado interpretado como sinal de expectativas mais exigentes e busca por autonomia no trabalho.

A Loved Companies adota metodologia Top of Mind, com 95% de grau de confiança e margem de erro de 5%. Segundo o estudo, o cálculo considerou o total de trabalhadores CLT no país (48,69 milhões, com base em dados do Governo Federal).

A amostra foi de cerca de dois mil profissionais de todas as regiões brasileiras, com predominância de respondentes do Sudeste (74,41%) e do Sul (14,08%). No recorte setorial, 40% dos respondentes estavam em serviço (varejo/bens de consumo) e 20% em finanças. Os demais setores aparecem com 10% cada, incluindo tecnologia e serviços/educação. 

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