Varejo cresce, apesar das dívidas familiares
18 de maio de 2026
Redação

O varejo brasileiro deverá encerrar maio de 2026 com crescimento acumulado de 1,66% no ano, segundo projeção do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR), em parceria com a FIA Business School. O avanço ocorre mesmo em um cenário de endividamento recorde das famílias brasileiras, que atingiu 78,1% da renda anual em fevereiro deste ano. 

De acordo com o estudo, os segmentos ligados a consumo essencial e tecnologia seguem sustentando o desempenho do setor. Artigos farmacêuticos, médicos, perfumaria e cosméticos devem crescer 2,50% em maio na comparação anual, enquanto equipamentos de informática e comunicação acumulam alta de 6,41% em 12 meses. 

Por outro lado, setores dependentes de crédito de longo prazo continuam pressionados pela Selic elevada. O segmento de material de construção deve recuar 3,42% em maio, com queda acumulada de 2,88% em 12 meses. Veículos e motos também seguem em retração, acumulando baixa de 3,04% no período. 

O levantamento aponta ainda que supermercados continuam registrando crescimento nominal, mas com sinais de perda de volume real de consumo, refletindo o impacto da inflação dos alimentos e da redução do poder de compra das famílias. 

Segundo o IBEVAR-FIA, o varejo brasileiro vive um cenário cada vez mais dividido entre setores resilientes, ligados à saúde e tecnologia, e segmentos mais dependentes de crédito e renda disponível. 

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