Varejo cresce 0,5%, aponta Índice Stone
22 de setembro de 2026
Redação

As vendas do comércio brasileiro avançaram 0,5% em agosto, na comparação com o mês anterior, completando a terceira alta mensal consecutiva, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS). Na comparação com o mesmo período do ano passado, o varejo registrou crescimento de 7%. O estudo, que acompanha mensalmente a movimentação do varejo no país, é uma iniciativa da Stone, o banco pra quem empreende.
 

Segundo Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, o resultado de agosto confirma a retomada do varejo, mas também mostra uma perda gradual de ritmo na comparação mensal. “O varejo completou três meses consecutivos de alta e segue em um patamar superior ao observado no ano passado. O mercado de trabalho continua sustentando a renda e o consumo, mas sem o mesmo impulso dos trimestres anteriores. Ao mesmo tempo, o custo elevado do crédito e o peso do endividamento das famílias ainda limitam a demanda, especialmente nos segmentos mais dependentes de financiamento. Esse cenário explica por que a recuperação segue acontecendo, mas de forma mais contida e desigual entre os diferentes setores”, afirma.
 

Segmentos

No recorte mensal, cinco dos oito segmentos apresentaram crescimento em agosto. A maior alta foi registrada em Combustíveis e Lubrificantes (2,7%), seguida por Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (1,6%), Móveis e Eletrodomésticos (0,6%), Tecidos, Vestuário e Calçados (0,6%) e Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (0,6%). Entre os segmentos que registraram queda estão Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (2,5%), Material de Construção (0,8%) e Artigos Farmacêuticos (0,3%).
 

No comparativo anual, sete dos oito segmentos analisados apresentaram crescimento. A maior alta foi observada em Combustíveis e Lubrificantes (15,2%), seguida por Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (8,5%), Material de Construção (7,8%), Artigos Farmacêuticos (5,1%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (4,6%), Móveis e Eletrodomésticos (3,1%) e Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (2,4%). Tecidos, Vestuário e Calçados foi o único segmento a apresentar retração, com queda de 3,5%.
 

Destaques regionais

No recorte regional, 25 estados apresentaram crescimento em agosto, na comparação anual. O maior avanço foi registrado no Amazonas (21,8%), seguido por Acre (12,8%), Tocantins (11,4%), Mato Grosso do Sul (10,7%), Amapá (10,5%), Alagoas (9,3%), Piauí (8,8%), Rondônia (7,4%), São Paulo (6,7%), Paraíba (6,3%), Distrito Federal (5,7%), Santa Catarina (5,6%), Bahia (5,5%), Rio de Janeiro (4,9%), Minas Gerais (4,8%), Roraima (4,7%), Sergipe (4,6%), Pará e Ceará (ambos com 4,1%), Paraná e Goiás (ambos com 3%), Maranhão (2,8%), Rio Grande do Norte (2,4%), Pernambuco (1,7%) e Mato Grosso (0,8%).
 

Por outro lado, dois estados registraram queda no período, sendo eles: Espírito Santo (0,4%) e Rio Grande do Sul (1,6%).
 

Já na análise por regiões do país, o Norte apresentou o maior crescimento, com alta de 10,4%, seguido por Nordeste (5,1%), Centro-Oeste (5,1%), Sudeste (4%) e Sul (2,3%).
 

“O resultado de agosto mostra uma retomada ainda disseminada pelo país, mas com diferenças importantes entre as regiões. O Norte apresentou o maior crescimento, puxado pelo Amazonas, enquanto Nordeste e CentroOeste também ficaram acima do desempenho observado no Sudeste e no Sul. A força do mercado de trabalho continua ajudando a sustentar o consumo em boa parte do país, mas as condições de crédito ainda limitam uma recuperação mais homogênea. Nos próximos meses, a evolução da renda e a melhora das condições financeiras devem continuar determinando o ritmo do varejo”, avalia Guilherme Freitas.
 

O relatório completo está disponível na plataforma de conteúdo da Stone

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