UnimedJP apresenta telecirurgia robótica à imprensa
20 de abril de 2026
Redação

A Unimed João Pessoa apresenta, na próxima sexta-feira, 24 de abril de 2026, um dos projetos mais ambiciosos já estruturados na área da saúde no Nordeste ao detalhar oficialmente o seu Programa de Cirurgia e Telecirurgia Robótica. O anúncio será feito durante um café da manhã com a imprensa e marca não apenas a ampliação de serviços assistenciais, mas a consolidação de um ciclo estratégico voltado à incorporação de tecnologias avançadas e à transformação do modelo de atendimento médico na região.

A iniciativa reposiciona o Hospital Alberto Urquiza Wanderley como um centro de inovação em saúde, com capacidade de atuação além das limitações geográficas tradicionais. A proposta institucional é ampliar o acesso a procedimentos de alta complexidade por meio da chamada “cirurgia digital inclusiva”, conceito que orienta a atual gestão e que busca associar precisão tecnológica à democratização do atendimento.

Durante o evento, a cooperativa deve apresentar dados operacionais, estrutura tecnológica e os resultados mais recentes do programa, incluindo o procedimento realizado em 17 de abril, que passa a ser tratado como um marco na medicina nacional. Na ocasião, foi executada uma prostatectomia radical por telecirurgia robótica, conectando João Pessoa a São Paulo em uma operação acompanhada por especialistas de diversos países durante o Congresso Internacional de Uro-Oncologia (URO-ONCO 2026).

O procedimento envolveu um paciente de 56 anos diagnosticado com câncer de próstata localizado e foi conduzido com sucesso, com o cirurgião operando remotamente a partir da capital paulista. A equipe local garantiu o suporte presencial ao paciente, evidenciando um modelo colaborativo que integra diferentes núcleos de excelência médica. A operação utilizou conexão de internet convencional, com latência de apenas 53 milissegundos — índice considerado seguro e praticamente imperceptível na prática clínica.

O avanço tecnológico é sustentado pelo uso do robô cirúrgico MP 1000, desenvolvido pela Edge Medical. O equipamento possui quatro braços robóticos articulados com sete graus de liberdade cada, além de sistema de visualização tridimensional de alta definição. A tecnologia permite movimentos mais precisos que os da mão humana e amplia a capacidade de atuação em áreas anatômicas complexas, reduzindo riscos e melhorando os resultados clínicos.

Antes desse marco, o hospital já havia acumulado experiências relevantes. Em março deste ano, durante o evento “Inova Robótica”, foram realizadas três telecirurgias em dois dias, conectando João Pessoa a Curitiba. Entre os procedimentos, destacam-se a primeira telecirurgia cardíaca das Américas e intervenções bariátricas e ginecológicas inéditas na América Latina.

A estrutura do programa inclui ainda parcerias internacionais, sistemas de conectividade de alta performance e ações de capacitação profissional em cooperação com instituições como a Scolla. O objetivo é formar um ecossistema completo de inovação, com impacto direto na qualificação de profissionais e na ampliação do acesso a técnicas avançadas.

Além dos ganhos assistenciais, a iniciativa também projeta efeitos econômicos para o estado. A criação de um polo de tecnologia médica tende a atrair empresas do setor, estimular o turismo de saúde e consolidar a Paraíba como referência em procedimentos de alta complexidade. A expectativa da gestão é ampliar a chamada “Cidade Unimed”, com novos investimentos estruturais alinhados ao avanço tecnológico.

Outro eixo em desenvolvimento envolve a incorporação de inteligência artificial aos procedimentos cirúrgicos. Modelos baseados em aprendizado de máquina já estão sendo estudados para auxiliar na tomada de decisão em tempo real e prever resultados pós-operatórios, como a recuperação funcional de pacientes submetidos a cirurgias urológicas.

A condução desse processo está diretamente associada à gestão do médico anestesiologista Gualter Ramalho, responsável por liderar a expansão tecnológica da cooperativa nos últimos anos. Sob sua administração, a instituição alcançou crescimento financeiro expressivo e ampliou sua capacidade de investimento, o que viabilizou a adoção de soluções inovadoras em larga escala.

Com os resultados já apresentados e os avanços projetados, a telecirurgia deixa de ser uma perspectiva futura para se consolidar como prática efetiva na rede privada paraibana. O movimento reforça a inserção do estado no cenário global da medicina digital e aponta para um modelo de assistência cada vez mais integrado, preciso e acessível.

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