UnimedJP apresenta a jornalistas telecirurgias robóticas
25 de abril de 2026
Redação


A Unimed João Pessoa reuniu jornalistas nesta sexta-feira pela manhã (24) para detalhar o programa estruturado de telecirurgia robótica avançada, que já acumula resultados consistentes: são 34 procedimentos realizados, com nova intervenção prevista para o próximo mês.

O projeto amplia o acesso a cirurgias de alta complexidade e reposiciona o Hospital Alberto Urquiza Wanderley como um centro de inovação em saúde, com atuação baseada no conceito de cirurgia digital inclusiva — que alia tecnologia de ponta à democratização do atendimento.

Durante a apresentação, o presidente da cooperativa, dr. Gualter Ramalho, destacou como marco recente a telecirurgia realizada no dia 17 de abril, que conectou João Pessoa a São Paulo em um procedimento acompanhado por especialistas de diversos países durante o Congresso Internacional de Uro-Oncologia 2026. Na ocasião, foi executada uma prostatectomia radical em um paciente de 56 anos, diagnosticado com câncer de próstata localizado.

A operação foi conduzida remotamente pelo cirurgião, enquanto a equipe local garantiu o suporte presencial. O procedimento utilizou conexão de internet convencional, com latência de 53 milissegundos — índice considerado seguro para intervenções em tempo real.

O avanço tecnológico é sustentado pelo robô cirúrgico MP 1000, desenvolvido pela Edge Medical, equipado com quatro braços articulados, sete graus de liberdade e sistema de visualização tridimensional em alta definição. A tecnologia amplia a precisão dos movimentos e reduz riscos em procedimentos de alta complexidade.

Antes desse marco, o hospital já acumulava experiências relevantes. Em março, durante o evento Inova Robótica, foram realizadas três telecirurgias em dois dias, conectando João Pessoa a Curitiba. Entre os destaques, estão a primeira telecirurgia cardíaca das Américas e procedimentos bariátricos e ginecológicos inéditos na América Latina — resultados que projetaram a instituição em nível internacional.

O programa também envolve parcerias internacionais, investimentos em conectividade e ações de capacitação profissional, com o objetivo de estruturar um ecossistema completo de inovação em saúde.

Além dos impactos assistenciais, a iniciativa também tem potencial econômico, ao atrair empresas do setor, estimular o turismo de saúde e consolidar a Paraíba como referência em procedimentos de alta complexidade.

Outro eixo em desenvolvimento é a incorporação de inteligência artificial aos processos cirúrgicos, com sistemas capazes de auxiliar decisões médicas em tempo real e prever a recuperação dos pacientes.

Com os resultados já apresentados e os avanços em curso, a telecirurgia se consolida como prática efetiva na rede privada paraibana, ampliando o acesso, a precisão e a qualidade dos atendimentos e inserindo o estado no cenário global da medicina digital.

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