“Tenho inveja do Pix”, diz CEO da BlackRock
12 de maio de 2026
Redação

“Tenho inveja do Pix”, afirma Larry Fink, CEO da BlackRock, sobre avanço digital brasileiroEm evento em Nova York, o líder da maior gestora de ativos do mundo destacou o Brasil como protagonista na nova economia digital e na corrida pela infraestrutura de Inteligência Artificial.

O CEO da BlackRock, Larry Fink, manifestou publicamente sua admiração pela infraestrutura de pagamentos eletrônicos do Brasil. Durante um evento realizado pela Amcham na sede da gestora em Nova York, nesta segunda-feira (11), Fink foi enfático ao elogiar o sistema criado pelo Banco Central: “Tenho inveja do que o Banco Central do Brasil fez ao criar o Pix. Gostaria que tivéssemos isso aqui”.

Para o executivo, o Pix não é apenas uma conveniência, mas uma ferramenta de transformação macroeconômica que ajudou a formalizar a economia brasileira, reduzindo fraudes e corrupção.

Segundo Fink, essa “mentalidade digital” da população coloca o país em uma posição de vantagem estrutural frente a outras nações emergentes, com exceção da Índia.O Próximo Passo: Tokenização e IAA visão de Fink para o futuro financeiro passa obrigatoriamente pela tokenização de ativos.

Ele prevê que, em breve, ações, títulos e até imóveis serão totalmente digitais e acessíveis via carteiras móveis.Além do setor financeiro, o CEO apontou o Brasil como um destino estratégico para investimentos em Inteligência Artificial (IA).

O motivo é a matriz energética:Energia Barata: A IA exige uma demanda massiva por eletricidade para data centers.Vantagem Competitiva: Países com abundância de sol e recursos hídricos, como o Brasil, possuem o “combustível” necessário para competir globalmente nessa nova era tecnológica.

De Poupadores a investidores

Apesar do otimismo, Fink deixou um recado sobre o mercado de capitais doméstico. Ele defendeu a necessidade de transformar brasileiros “poupadores” em “investidores” de longo prazo.

Para o executivo, a dependência excessiva de capital estrangeiro para financiar o crescimento é um risco que países emergentes devem mitigar fortalecendo seus próprios mercados de ações e sistemas de previdência privada.”Se você está na renda fixa, você é um inquilino. Você não está crescendo junto com o seu país”, concluiu Fink, incentivando uma maior exposição da população ao mercado acionário.

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