Tecnologia eficiente reduz roubo de cargas
21 de abril de 2025
Redação

O roubo de cargas segue como uma das principais ameaças à cadeia logística brasileira, especialmente nas regiões Sudeste e Sul. De acordo com dados do relatório “Análise de Roubo de Cargas 2024”, da nstech — empresa especializada em software para supply chain na América Latina —, a região Sudeste foi a mais afetada em termos de prejuízo no último ano, representando 83,6% das perdas totais no país. Por outro lado, apesar de números ainda expressivos, a principal mudança em relação a 2023 foi a queda da participação da região Sul, que passou de 6,5% para apenas 2%.

Nesse cenário, empresas do modal rodoviário têm buscado soluções inteligentes para proteger motoristas, veículos e mercadorias. Franco Gonçalves, gerente administrativo da TKE Logística, explica que a empresa já passou por situações críticas relacionadas ao roubo de caminhões e cargas.

“Nossos veículos são padronizados em cores chamativas, buscando, além de fortalecer nossa marca, diminuir as chances de furtos. Revimos nossos procedimentos de segurança e os locais onde os motoristas podem parar, bem como investimos em novas tecnologias de segurança”, afirma.

A imagem atual não possui texto alternativo. O nome do arquivo é: carga-caminhao

O uso da tecnologia se tornou um dos principais aliados das transportadoras na luta contra o crime nas estradas. Ferramentas como rastreadores, imobilizadores, anti-jammers, câmeras embarcadas, baús eletrificados e até veículos iscas compõem o arsenal tecnológico utilizados pelas empresas. No caso da TKE, “contamos com redes de relacionamentos, relatórios de risco para agregar mais informações durante operações, entre outras frentes que trabalhamos para nos auxiliar nesse aspecto de segurança. As empresas estão cada vez mais precisando investir nessas tecnologias, buscando a segurança dos motoristas e dos produtos de nossos clientes”, descreve Franco.

Além da estrutura tecnológica, o preparo dos profissionais que estão nas rodovias é essencial. Diversas empresas vêm apostando na manutenção de uma célula de apoio robusta aos motoristas, com Torre de Controle, monitoramento constante e Gerenciamento de Risco.

No caso da TKE, o contato diário e o relacionamento mais próximo com seus colaboradores fazem toda a diferença para que as informações sejam repassadas de maneira assertiva. “Nossos motoristas possuem toda a estrutura administrativa para o caso de ocorrerem problemas durante a viagem. No entanto, a partir do momento em que há a subtração do veículo ou do produto, é responsabilidade do setor público agir”, reforça o executivo.

É evidente a importância do modal rodoviário para que essas questões sejam minimizadas e os prejuízos reduzidos, seja por meio de inovações tecnológicas, planejamentos estratégicos, capacitação dos motoristas, entre outras estratégias que podem auxiliar as empresas a superar esses desafios.

Para Franco, o setor tem assumido responsabilidades que deveriam ser do poder público. Ele defende uma maior integração entre as estruturas governamentais e investimentos em inteligência e infraestrutura.

“O setor público precisa integrar suas estruturas para melhorar a investigação e ação em relação às quadrilhas de roubo de carga e veículos. Uma solução inicial, de mais fácil aplicabilidade, seria a construção de pontos de parada seguros — que ainda são pouquíssimos”, conclui.


Sobre Franco Gonçalves:

Franco Gonçalves, gerente administrativo da TKE Logística. Formado na Universidade do Sul de Santa Catarina em Administração, Negócios e Marketing, realizou curso de extensão na ST. John International University, em Vivoto, na Itália. Em 2018, realizou especialização em Finanças e Controladoria, Administração e Negócios pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Recentemente, concluiu o curso MBA em Transporte Rodoviário de Cargas, Administração e Negócios na Católica de Santa Catarina – Centro Universitário.

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