Sobe número de desocupados na PB
14 de maio de 2026
Redação

No 1º trimestre de 2026, a taxa de desocupação paraibana foi estimada em 7%, subindo 1,3 pontos percentuais (p.p.) frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2025 (5,7%), mas ficando 1,7 p.p. abaixo do 1º trimestre de 2025 (8,7%). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD C) Trimestral, divulgada nesta quinta-feira (14), pelo IBGE.

Apesar da alta na comparação trimestral, essa foi a menor taxa de desocupação para um trimestre encerrado em março, em toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012, tendo inclusive superado o resultado do 1º trimestre de 2025 que, até então, era a menor taxa para esse período. O resultado está dentro do esperado, tendo em vista as mudanças nos ciclos de sazonalidade que ocorrem na virada do ano (contratações a prazo determinado para cobrir atividades extras no final do ano, seguidas de demissões no início do ano seguinte).

Entre as unidades da federação, o estado registrou a 13ª maior taxa de desocupação do Brasil, sendo a segunda menor do Nordeste, maior apenas do que a registrada no Maranhão (6,9%). Esse resultado posiciona a taxa paraibana acima da média nacional (6,1%), mas abaixo da taxa para o Nordeste (8,4%), que é a maior dentre as Grandes Regiões do país.

O levantamento estimou a existência de 129 mil pessoas desocupadas na Paraíba, no 1º trimestre deste ano, aumento de 26 mil pessoas (25,4%) em relação ao trimestre anterior (103 mil pessoas). Em relação ao 1º trimestre de 2025 (154 mil), houve redução de 25 mil desocupados (-16,1%), mas não apresentando variação estatisticamente significativa.

Total de ocupados cresce em 87 mil pessoas entre o 1º trimestre de 2025 e o de 2026

A população paraibana ocupada no 1º trimestre do ano, estimada em 1,709 milhão de pessoas, aumentou em 87 mil pessoas (5,4%) frente ao mesmo período do ano anterior (1,621 milhão). Embora tenha havido crescimento de 0,3% (5 mil) em relação ao último trimestre de 2025 (1,704 milhão), essa variação não foi considerada estatisticamente significativa. Ressalte-se que esse resultado ocorreu apesar da redução estimada em 34 mil (-9,2%) no contingente de empregados no setor privado sem carteira assinada, assim como de 12 mil (-13,7%) trabalhadores domésticos na mesma condição. 

O nível da ocupação, indicador que mede a proporção de pessoas ocupadas em relação ao total de pessoas em idade de trabalhar, foi de 50,8% no 1º trimestre de 2026, mantendo-se estatisticamente estável tanto em relação ao trimestre anterior (51,2%), quanto em relação ao mesmo trimestre de 2025 (49,2%). O índice estadual no 1º trimestre de 2026 foi o 8º menor do país e o 3º maior do Nordeste, superado apenas pela Bahia (52,9%) e Sergipe (51,3%). Por outro lado, ficou bem abaixo da média brasileira (58,2%), mas ligeiramente acima da nordestina (49,5%).

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