Shoppings crescem 2,6% no início de 2026
26 de abril de 2026
Redação

Em meio a um início de ano marcado por instabilidade no varejo físico brasileiro, os shopping centers se destacaram como principal ponto de resiliência do setor. De acordo com o Índice de Intenção de Compra do Varejo (IICV), da SEED Digital, os shoppings registraram crescimento de +2,6% no primeiro trimestre de 2026, na contramão do varejo físico como um todo, que apresentou retração de -5,4% no período.

O desempenho positivo reforça o papel dos shoppings como ambientes mais preparados para enfrentar cenários de maior cautela por parte do consumidor. Combinando conveniência, lazer e experiência, esses espaços conseguem sustentar fluxo mais qualificado e maior capacidade de ativação comercial, fatores que fizeram diferença ao longo de um trimestre marcado por oscilações relevantes.

O contraste é ainda mais evidente na comparação com o varejo de rua, que acumulou queda de -6,5% no período. Mais dependente do fluxo orgânico e sensível a fatores externos, como calendário e condições econômicas, esse formato sofreu especialmente em fevereiro, quando o efeito do Carnaval provocou uma retração mais intensa.

Ao longo dos meses, a diferença de desempenho entre os formatos ficou clara. Em janeiro, o varejo de rua chegou a ser impulsionado por liquidações (+7,3%), mas perdeu força rapidamente. Já os shoppings mostraram maior estabilidade, com menor impacto durante o Carnaval e retomada mais consistente em março, quando avançaram +2,3%.

“O desempenho dos shoppings neste início de ano atesta a força desse formato em momentos de maior incerteza. São espaços que conseguem concentrar fluxo, oferecer experiência e ativar o consumidor de forma mais eficiente, o que se traduz em maior resiliência mesmo em um cenário macroeconômico desafiador. Esse diferencial deve continuar sendo determinante ao longo de 2026”, afirma Sidnei Raulino, fundador e CEO da Seed Digital.

Compartilhe: