O setor de serviços da Paraíba empregava 157.848 pessoas em 2024 e movimentou R$ 19,17 bilhões em receita bruta. Os dados são da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2024, divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ao todo, 16.675 empresas atuavam no setor de serviços não financeiros no estado. A folha de salários, retiradas e outras remunerações chegou a R$ 4,1 bilhões no ano.
Apesar da relevância do setor para a geração de empregos e movimentação da economia paraibana, o estado apresentou um dos menores salários médios do país. Em 2024, os trabalhadores do segmento receberam, em média, o equivalente a 1,4 salário-mínimo por mês.
O valor ficou abaixo da média do Nordeste, de 1,6 salário-mínimo, e bem distante da média brasileira, de 2,2 salários-mínimos.

Entre as 27 unidades da Federação, a Paraíba teve o segundo menor salário médio do setor, superando apenas o Piauí, onde a remuneração média foi de 1,2 salário-mínimo, e empatando com Roraima, também com 1,4.
No Nordeste, a Paraíba também ficou na penúltima posição. Rio Grande do Norte e Sergipe registraram média de 1,5 salário-mínimo; Ceará, Alagoas e Maranhão, 1,6; e Pernambuco e Bahia, 1,7.
Os maiores salários médios do país foram observados em São Paulo, com 2,7 salários-mínimos, seguido por Rio de Janeiro e Distrito Federal, ambos com 2,4.
O levantamento mostra que a Paraíba concentrava 6,5% de todo o pessoal ocupado no setor de serviços do Nordeste e respondia por 5% da receita bruta regional.
Em relação ao Brasil, o estado representava 1% do total de trabalhadores do setor e 0,5% da receita bruta.
Entre os nove estados nordestinos, a Paraíba aparecia na quinta posição em número de pessoas ocupadas, com 157,8 mil trabalhadores.
A Bahia liderava, com 646 mil pessoas, seguida por Pernambuco, com 479 mil; Ceará, com 457,3 mil; e Rio Grande do Norte, com 178,2 mil.
A Paraíba aparecia à frente do Maranhão, com 148,2 mil trabalhadores; Alagoas, com 138,2 mil; Piauí, com 127,1 mil; e Sergipe, com 104,5 mil.
Os Serviços profissionais, administrativos e complementares foram o principal segmento do setor de serviços paraibano em 2024.
A atividade reunia 6.931 empresas e empregava 84.108 pessoas, o equivalente a 53,3% de toda a mão de obra do setor no estado.
O segmento também concentrava 41,6% das empresas, 48,6% da folha salarial e 33,7% da receita bruta.
Na segunda posição estavam os Serviços prestados às famílias, com 4.437 empresas e 31.610 trabalhadores. O grupo representava 26,6% das empresas e 20% do pessoal ocupado.
Já Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio empregavam 14.954 pessoas em apenas 997 empresas. Apesar de representar somente 6% dos estabelecimentos, o segmento concentrava 19,4% da receita bruta do setor, indicando faturamento médio mais elevado por empresa.
Os Serviços de informação e comunicação reuniam 1.647 empresas e 13.046 trabalhadores.
Na outra ponta estavam as Atividades imobiliárias. Embora o segmento reunisse 1.147 empresas, empregava apenas 3.287 pessoas, o equivalente a 2,1% do total do setor.
Os Serviços de informação e comunicação registraram o maior salário médio entre os grandes segmentos pesquisados na Paraíba: 2,2 salários-mínimos mensais.
Em seguida apareceram Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com média de 1,9 salário-mínimo.
Dentro desse grupo, a atividade classificada como Outros transportes apresentou a maior remuneração média de toda a pesquisa no estado, chegando a 4,8 salários-mínimos.
Correio e outras atividades de entrega tiveram média de 2,6 salários-mínimos, enquanto Armazenamento e atividades auxiliares aos transportes registraram 1,7.
O transporte rodoviário, responsável pelo maior número de trabalhadores do segmento, com 9.686 pessoas ocupadas, apresentou remuneração média de 1,6 salário-mínimo.
Entre as atividades com menores remunerações estavam as Atividades imobiliárias, com média de apenas um salário-mínimo.
Os Serviços prestados às famílias tiveram média de 1,2 salário-mínimo. Dentro desse segmento, atividades culturais, recreativas e esportivas e os serviços de alojamento e alimentação registraram média de 1,1 salário-mínimo.
Já os Serviços profissionais, administrativos e complementares, apesar de serem responsáveis por mais da metade dos empregos do setor na Paraíba, tiveram salário médio de 1,3 salário-mínimo.
O IBGE alerta que os dados da PAS 2024 não devem ser comparados diretamente com as edições anteriores da pesquisa.
A edição deste ano marcou uma quebra na série histórica iniciada em 2007 devido a mudanças na metodologia utilizada para identificar empresas em atividade.
Até 2023, o levantamento utilizava informações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). Com a substituição dessas informações pelo eSocial, o IBGE passou a adotar novos critérios para identificar e excluir empresas inativas.
A Pesquisa Anual de Serviços é realizada desde 1998 e acompanha as características estruturais das empresas formalmente constituídas cuja principal fonte de receita é a prestação de serviços não financeiros.