Nesta quarta-feira (6), o Banco Central (BC) elevou a taxa Selic de 10,75% para 11,25% ao ano, em resposta à alta persistente da inflação e instabilidade fiscal. A medida, esperada pelo mercado, busca conter a resiliência inflacionária e a volatilidade cambial.
Décio Lima, presidente do Sebrae, criticou a decisão, destacando o impacto negativo sobre pequenos negócios e o aumento da dificuldade de acesso ao crédito. Segundo ele, a alta dos juros, já entre as maiores do mundo, agrava a situação de microempreendedores e pequenas empresas.
O Sebrae, junto com o governo federal, oferece alternativas como o programa Acredita, que prevê R$ 9,4 bilhões em crédito garantido para o segmento. Adicionalmente, o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe) disponibilizou R$ 2 bilhões, possibilitando R$ 30 bilhões em crédito nos próximos três anos.
Um levantamento do Sebrae, com dados do BC, revelou que a taxa média de juros para MEIs ultrapassa quatro vezes a Selic, chegando a 51% ao ano no Nordeste. Em outras regiões, os números também são elevados: Norte (47,62%), Sudeste (47,09%), Centro-Oeste (44,41%) e Sul (37,21%).
Perspectivas e análise econômica
O comunicado do Copom ressaltou a instabilidade fiscal e a pressão cambial, com o dólar atingindo R$ 5,90, como fatores-chave na decisão. Economistas projetam que o ciclo de alta continue, com a Selic podendo alcançar 12,50% em 2025, dependendo de medidas fiscais concretas.