Renda per capita do lar na PB sobe para R$ 1.542 
8 de maio de 2026
Redação

Em 2025, na Paraíba, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita alcançou R$ 1.542, um aumento de 6,9% em relação ao resultado verificado em 2024 (R$ 1.442) e o maior valor alcançado desde o início da série histórica, em 2012. As informações são do módulo Rendimento de Todas as Fontes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), cujos resultados foram divulgados nesta sexta-feira (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O rendimento per capita domiciliar estadual cresceu 15,9% no período de 2012 a 2019, quando passou de R$ 1.067 para R$ 1.237. Com a pandemia da COVID 19, esse rendimento perdeu valor, caindo 5,1%, em 2020, e 6,8%, em 2021, quando foi estimado em R$ 1.094, o 2º menor da série, superior apenas ao resultado verificado em 2012 (R$ 1.067). A partir de 2022, no entanto, o rendimento médio domiciliar per capita voltou a crescer no estado, subindo 13% em 2022 e 18% em 2023, recuando levemente em 2024 (-1,1%) e voltando a ter variação positiva em 2025 (6,9%). Entre 2019 e 2025, a elevação foi de 24,7%, ao passo que, frente a 2012, o crescimento acumulado foi de 44,5%.

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A pesquisa também constatou que esse crescimento geral do valor do rendimento médio mensal real domiciliar per capita observado na Paraíba, a partir de 2022, ocorreu em todo o país. Na média nacional, o resultado de 2025 (R$ 2.264) foi superior ao valor médio verificado na Região Nordeste (R$ 1.470) que, por sua vez, além de ficar abaixo do constatado na Paraíba (R$ 1.542), foi o menor entre as Grandes Regiões. Por outro lado, esse valor do rendimento paraibano correspondeu à 68,1% do valor obtido em nível nacional, continuando a ser o nono menor entre as unidades da federação.

Participação da renda do trabalho na renda domiciliar paraibana sobe para 68,3%, patamar próximo ao recorde dos anos 2014/2015

A pesquisa constatou que, na Paraíba, o aumento do rendimento habitualmente recebido de todos os trabalhos foi o fator que impulsionou o aumento do rendimento médio mensal real domiciliar per capita em 2025. Com isso, a participação da renda do trabalho nesse rendimento médio atingiu 68,3%, acima do patamar registrado no ano anterior, que foi de 65,9%. Em 2025, os 31,7% provenientes de outras fontes de rendimento se dividiam em: rendimentos de aposentadoria e pensão (19,9%), que correspondiam à maior parte; e rendimentos de programas sociais do governo (8,4%). Além disso, fontes de rendimento como aluguel e arrendamento, pensão alimentícia, doação e mesada de não morador e outros rendimentos somavam os demais 3,4%.

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