O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,4% no segundo trimestre de 2025, segundo dados divulgados hoje (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa desaceleração frente ao avanço de 1,4% registrado nos três primeiros meses do ano, mas veio acima das expectativas do mercado, que projetavam uma alta de 0,3% no período. Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 3,2 trilhões, sendo R$ 2,7 trilhões de valor adicionado a preços básicos e R$ 431,7 bilhões de impostos sobre produtos líquidos de subsídios.
Pela ótica da oferta, o desempenho foi puxado pelas altas dos setores de serviços (0,6%) e da indústria (0,5%), que compensaram a variação negativa da agropecuária (-0,1%). Do lado da demanda, o consumo das famílias avançou 0,5%, enquanto o consumo do governo recuou 0,6% e os investimentos caíram 2,2%.
No setor externo, as exportações cresceram 0,7%, enquanto as importações registraram queda de 2,9% no trimestre.
“O PIB veio um pouco acima do esperado, mostrando resiliência da economia, mesmo com sinais de desaquecimento à frente. O agro teve desempenho mais fraco, já previsto, mas o consumo das famílias e os serviços continuam sustentando a atividade, impulsionados por um mercado de trabalho mais forte e programas de transferência de renda. Isso ajuda a manter o PIB em alta, mas também mantém pressão sobre a inflação. Do lado externo, as exportações surpreenderam positivamente, enquanto a indústria seguiu mais fraca”, avalia Paulo Cunha, CEO da iHUB Investimentos.