Ministério da Cultura (MinC) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) apresentaram hoje, em Salvador (BA), o Programa Patrimônio Cidadão, investindo mais de R$ 70 milhões para proteger áreas e comunidades historicamente marginalizadas. Com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, o evento na Casa do Sete Candeeiros destacou iniciativas abrangendo desde conservação e educação patrimonial até promoção do patrimônio imaterial.
O Programa visa acolher e valorizar populações vulneráveis, reconhecendo a importância de preservar o patrimônio histórico nacional. Leandro Grass, presidente do Iphan, enfatizou a necessidade de priorizar grupos e lugares historicamente marginalizados, buscando reduzir desigualdades sociais.
Jecilda Mello, líder comunitária do Pelourinho, expressou a importância do programa para preservar a identidade cultural e social dos moradores locais, enfatizando a necessidade de conservação dos espaços históricos.
Destaque para o projeto Canteiro-Modelo de Conservação, que oferece assistência técnica gratuita em oito cidades brasileiras, investindo mais de R$ 13,5 milhões. Parcerias com universidades e institutos federais promovem a formação de estudantes para atuação responsável.
Além disso, foram firmados dez Termos de Execução Descentralizada entre o Iphan e a Universidade Federal da Bahia, somando mais de R$ 10 milhões em investimentos para projetos diversos, como educação patrimonial e recuperação de áreas degradadas.
O reitor da UFBA, Paulo Miguez, elogiou o compromisso com a preservação do patrimônio cultural, destacando a importância de gestores públicos engajados nesse esforço.
Outro destaque foi a assinatura de um TED entre Ministério da Cultura, Iphan, Ministério do Meio Ambiente e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade para elaboração do Inventário de Referências Culturais das Águas da Baía do Iguape.