Em 2023, a Paraíba registrou o maior Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita do país, de 0,559, de acordo com o módulo da PNAD Contínua. O indicador mede a concentração de renda e a desigualdade econômica – quanto mais próximo de zero o número, maior a igualdade de renda entre a população do local. O resultado paraibano ficou acima dos constatados na média do Brasil (0,518) e do Nordeste (0,509), indicando, portanto, maior desigualdade.
Diferentemente do indicador regional, que registrou a segunda queda consecutiva – de 0,556 (2021) para 0,517 (2022), e depois para 0,509 (2023) – o indicador estadual voltou a crescer em 2023, após ter caído em 2022 (0,558), frente ao ano anterior(0,562). Enquanto isso, no cenário nacional, houve estabilidade.
Outro indicador que aponta para o crescimento da desigualdade de renda no estado é o Índice de Gini do rendimento de todos os trabalhos, que registrou a terceira alta consecutiva, subindo de 0,523, no início da pandemia da Covid-19, em 2020, para 0,584, em 2023. Com esse valor, passou a ser o segundo maior do país, menor somente que o registrado no Piauí (0,587), após ter estado no topo do ranking nos dois anos anteriores. Nos cenários nacional e regional, entre 2022 e 2023, o indicador também registrou alta, de 0,486 para 0,494 e de 0,501 para 0,509, respectivamente.
Por meio da análise de mais um indicador de desigualdade de renda, a pesquisa mostra que, no estado, em 2023, 40% da população com os menores rendimentos recebia um valor médio mensal real domiciliar per capita de R$ 358, enquanto o rendimento dos 1% com os maiores rendimentos era de R$ 22.680, sendo este 63,4 vezes maior que o do primeiro. Essa é a 2ª maior razão da série histórica da pesquisa, marcada por um crescimento gradativo do indicador a partir de 2012, interrompido apenas nos anos de 2020 (pandemia) e 2023, e cujo ponto mais alto ocorreu em 2022 (78,3 vezes).
Com o resultado verificado em 2023 (63,4 vezes), o indicador ficou bem acima dos observados nas médias brasileira (39,2 vezes) e regional (39,8 vezes). Além disso, entrou em sintonia com a tendência de queda observada no cenário regional nos dois últimos anos. Na média nacional, após a queda em 2022, frente a 2021, houve estabilidade entre 2022 e 2023.