Levantamento aponta que cerca de 31% da população paraibana está com contas em atraso. Mutirão reúne mais de 3,3 mil empresas e oferece descontos de até 99% até 6 de dezembro.
A Paraíba tem mais de 1,3 milhão de pessoas inadimplentes, número equivalente a aproximadamente 31,08% dos 4.182.828 habitantes considerados na base populacional informada. Os dados são da Serasa e revelam a dimensão do endividamento no estado, em um momento em que o Brasil registra o maior número de consumidores com contas em atraso desde o início da série histórica, em 2016.
Para facilitar a renegociação das dívidas, a Serasa iniciou, no dia 3 de novembro, a 36ª edição do Feirão Limpa Nome. Na Paraíba, mais de 2,2 milhões de consumidores têm acesso a 11,6 milhões de ofertas de negociação, com descontos que podem chegar a 99% do valor devido.
A iniciativa reúne bancos, financeiras, empresas de serviços e outros credores. Os consumidores podem negociar débitos pela internet, aplicativo, WhatsApp ou presencialmente nas agências dos Correios.
O Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, referente a setembro de 2026, mostra que o Brasil chegou a 84,2 milhões de consumidores inadimplentes. O número representa 51,1% da população adulta, o maior percentual registrado em dez anos.
O volume total das dívidas alcançou R$ 597,4 bilhões, crescimento de 0,90% em relação a agosto. O valor médio devido por consumidor chegou a R$ 7.093,83, equivalente a aproximadamente 4,4 salários mínimos.
Segundo a diretora da Serasa, Aline Maciel, a inadimplência aumentou 34,17% desde 2020 e registrou crescimento de 6% entre setembro de 2025 e o mesmo mês deste ano.
Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado desde abril, o número de brasileiros com dívidas em atraso continua aumentando.
O levantamento também identificou uma mudança no perfil do endividamento dos brasileiros.
Bancos e cartões de crédito continuam liderando o ranking, concentrando 27,16% das dívidas. Pela primeira vez, porém, os débitos com financeiras passaram a ocupar a segunda posição, com participação de 20,66%, contra 20,14% no levantamento anterior.
As contas básicas de água, energia elétrica e gás passaram para a terceira colocação, com 20,32% dos débitos, ante 20,71% anteriormente.
A mudança revela o aumento da participação das dívidas com instituições financeiras no conjunto das pendências dos consumidores brasileiros.
A edição de novembro do Feirão Serasa Limpa Nome é considerada pela empresa a maior já realizada no país.
São mais de 3,3 mil empresas participantes e 750 milhões de ofertas de renegociação, volume 14% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Na Paraíba, os 11,6 milhões de ofertas disponíveis representam uma oportunidade para consumidores que desejam quitar dívidas, recuperar o acesso ao crédito e reorganizar o orçamento familiar.
Os descontos podem chegar a 99%, dependendo das condições oferecidas por cada credor. Também existe a possibilidade de pagamento por Pix e, para dívidas elegíveis, baixa da negativação após a confirmação do pagamento, conforme as regras da Serasa.
Na edição anterior do Feirão, foram fechados mais de 10,2 milhões de acordos em todo o Brasil.
Para Aline Maciel, a ampliação das oportunidades de negociação é uma das estratégias para enfrentar o crescimento da inadimplência. A diretora também destaca a importância da educação financeira para evitar que os consumidores voltem a acumular dívidas.
O Feirão Serasa Limpa Nome segue até 6 de dezembro de 2026, com atendimento pelos seguintes canais:
Nas agências dos Correios, o consumidor precisa apresentar um documento oficial com foto. O atendimento para consulta e negociação das dívidas é gratuito durante o Feirão, e as condições oferecidas são as mesmas disponíveis nos canais digitais.
A Serasa recomenda que os consumidores consultem as propostas disponíveis, avaliem as condições de pagamento e assumam parcelas compatíveis com o orçamento familiar.
Atenção aos números: o percentual de 31,08% da Paraíba considera a população total informada, incluindo crianças e adolescentes. Já o índice nacional de 51,1% utiliza apenas a população adulta. Por isso, os dois percentuais não são diretamente comparáveis. Além disso, os 2,2 milhões de paraibanos com acesso às ofertas não representam necessariamente consumidores inadimplentes, e as 11,6 milhões de ofertas não correspondem ao número de pessoas endividadas.