O que avaliar num carro elétrico usado?
2 de agosto de 2026
Redação

Os carros elétricos e híbridos deixaram de ser uma novidade no mercado brasileiro e começam a entrar em uma nova fase: a da revenda. Em 2025, cerca de 285 mil veículos eletrificados foram vendidos no Brasil. Para 2026, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) projeta entre 420 mil e 450 mil unidades comercializadas, impulsionadas pela ampliação da produção nacional, pela chegada de novos modelos e pela redução dos preços. Esse movimento já começa a ser percebido também no mercado de usados. No SóCarrão, maior portal de classificados automotivos do Sul do Brasil, os veículos eletrificados representam atualmente cerca de 3% do inventário anunciado, percentual que cresce à medida que os primeiros modelos vendidos no país entram no ciclo natural de troca.

Segundo o diretor de Marketing do SóCarrão, Guilherme Gibertoni, esse aumento da oferta cria novas oportunidades para os consumidores, mas exige uma mudança na forma de avaliar o veículo.

“Quem está acostumado a comprar um carro a combustão precisa entender que, no elétrico, alguns critérios mudam completamente. A quilometragem continua sendo importante, mas deixou de ser o principal indicador do estado do veículo. Hoje, a saúde da bateria passou a ocupar esse papel”, explica.

A bateria é o novo “quilômetro” do carro elétrico

Ao contrário dos veículos movidos a combustão, em que a quilometragem costuma ser um dos principais fatores de avaliação, nos elétricos o componente mais importante é a bateria.

O principal indicador é o chamado State of Health (SoH), índice que mostra quanto da capacidade original da bateria ainda está preservada. O ideal é que esse laudo seja emitido por uma concessionária autorizada e apresentado ao comprador. “Percentuais inferiores a 75% já merecem atenção, pois indicam perda significativa de autonomia e podem representar custos elevados com substituição no futuro”, alerta Gibertoni.

Além do SoH, o comprador deve verificar se ainda existe garantia de fábrica para a bateria, pois muitas montadoras oferecem cobertura de até oito anos ou 160 mil quilômetros . E ainda o histórico de revisões e das atualizações do sistema de gerenciamento da bateria (BMS).

“O mercado já trata a saúde da bateria como o novo quilômetro do carro elétrico. Dois veículos com a mesma quilometragem podem apresentar condições completamente diferentes dependendo da forma como foram utilizados e recarregados ao longo da vida útil”, afirma Gibertoni.

Outro cuidado importante é conferir se o veículo possui compatibilidade com carregadores rápidos (DC), cuja rede cresce rapidamente no país, além de verificar a disponibilidade de assistência técnica especializada na região onde o carro será utilizado.

Quais modelos têm melhor aceitação no mercado?

Assim como acontece entre os veículos convencionais, alguns modelos eletrificados apresentam liquidez maior na revenda.

Entre os híbridos, os destaques são o Toyota Corolla Cross Hybrid e o Toyota Corolla Sedan Hybrid, beneficiados pela tradição da marca e pela confiança já consolidada entre os consumidores.

Já entre os modelos eletrificados de origem chinesa, veículos como o BYD Song ProBYD Song Plus e o GWM Haval H6 também apresentam bom desempenho no mercado de usados, reflexo do crescimento das vendas desses modelos nos últimos anos.

Por outro lado, carros elétricos mais antigos, com autonomia inferior a 200 quilômetros, histórico incompleto de manutenção ou pertencentes a marcas com pouca rede de assistência técnica tendem a enfrentar maior dificuldade na revenda.

Os erros mais comuns de quem compra um elétrico usado

Antes de fechar negócio, o especialista recomenda que o consumidor vá além da aparência do veículo e faça uma análise técnica mais detalhada.

Entre os erros mais frequentes estão confiar apenas na autonomia informada pelo vendedor, deixar de solicitar o laudo de saúde da bateria, não verificar se a garantia de fábrica continua válida e ignorar a infraestrutura de recarga disponível na cidade ou até mesmo na própria residência.

Hoje, a principal barreira para a expansão dos elétricos já não é a tecnologia, mas a recarga. Levantamentos recentes mostram que boa parte dos consumidores ainda demonstra preocupação com a disponibilidade de eletropostos e com a instalação de carregadores em casa ou no trabalho.

“A chegada constante de novos modelos tem tornado os seminovos mais acessíveis. Para quem encontra um veículo com bateria em bom estado, garantia vigente e histórico de manutenção documentado, o elétrico usado pode oferecer uma excelente relação entre custo e benefício. É um mercado que amadurece rapidamente e tende a ganhar ainda mais força nos próximos anos”, conclui.

Sobre o SóCarrão

 Fundado em abril de 2003, o SóCarrão.com é o maior portal de classificados de veículos da Região Sul do Brasil. Atuando como marketplace de veículos novos e seminovos, a plataforma conecta compradores e vendedores, oferecendo uma jornada digital simples, prática e inovadora.

 Presente em Curitiba, Londrina, Maringá e Ponta Grossa (PR); Florianópolis, Blumenau e Joinville (SC); Porto Alegre e região (RS); além de Campinas (SP), o SóCarrão segue em expansão para outros estados, ampliando sua atuação e consolidando sua presença nacional.

 Com foco em tecnologia e experiência do usuário, a empresa se diferencia por funcionalidades que facilitam a tomada de decisão, como busca por valor de parcela, filtro de garantia estendida e calculadora multibancos para simulação de financiamento. Seu propósito é ser a solução preferida na compra e venda de veículos, conectando pessoas com eficiência, transparência e segurança.

Compartilhe: