Nordeste se consolida como hub mineral
16 de outubro de 2025
Redação

O Nordeste brasileiro vive um momento de destaque no setor mineral. A região concentra polos estratégicos que vão do sal marinho potiguar (RN) ao Polo Gesseiro do Araripe (PE), responsável por abastecer grande parte da construção civil nacional, passando ainda pela Bahia, que diversifica sua produção com ouro, cobre, níquel e vanádio, e pelo Ceará, em ascensão nas exportações de rochas ornamentais.

De acordo com estimativas do setor, os estados nordestinos já representam entre 15% e 20% do faturamento nacional da mineração, algo entre R$ 20,8 e R$ 27,8 bilhões apenas no primeiro semestre de 2025. A Bahia sozinha movimentou R$ 6,7 bilhões, uma alta de 31% em relação ao ano anterior, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). No mesmo período, o Ceará dobrou suas exportações de rochas ornamentais, alcançando US$ 32,4 milhões. Já o Rio Grande do Norte segue como líder absoluto na produção de sal marinho, respondendo por 95% da oferta nacional.

O escoamento dessa produção é garantido por uma infraestrutura robusta: o Porto do Itaqui (MA) movimentou 17,2 milhões de toneladas no primeiro semestre e se mantém como o maior do Norte-Nordeste, enquanto o Terminal de Ponta da Madeira (MA) segue escoando cerca de 15 milhões de toneladas de minério de ferro por mês para o mercado internacional.

Produtividade com segurança em debate

Esse cenário de expansão será um dos temas centrais da Exposibram 2025, que acontece de 28 a 30 de outubro, em Salvador (BA). O evento, considerado um dos maiores da mineração latino-americana, reunirá empresas líderes para debater inovação, práticas seguras e avanços tecnológicos.

Entre os expositores, a Milwaukee Brasil apresentará soluções voltadas à produtividade com segurança em operações de alto risco, como mineração subterrânea, manutenção pesada e movimentação de cargas.

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