Nordeste já soma 8,3% do crédito estruturado
30 de setembro de 2025
Redação

O mercado de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) já alcançou R$ 630 bilhões em patrimônio líquido nos últimos 12 meses, consolidando-se como um dos motores de crédito estruturado no Brasil. Mesmo com a Selic mantida em 15%, a demanda não estagnou. Apenas em 2025, a originação nacional via FIDCs somou bilhões de reais, garantindo liquidez a empresas de diferentes portes em meio ao crédito bancário restrito. Dentro desse cenário, um levantamento inédito revela um recorte regional que expõe a geografia do crédito estruturado: Sudeste concentra 75,9% das operações, Sul 10,5% e o Nordeste aparece com 8,3%, à frente do Norte (2,8%) e do Centro-Oeste (2,4%). O dado é inédito e mostra como o avanço do Nordeste quebra a lógica de concentração nos grandes centros financeiros.

Diante desse recorte, o Grupo IOX, que figura entre os dez maiores FIDCs diversificados do país em ranking divulgado em Agosto, reforça que o crescimento do crédito estruturado fora do eixo tradicional é sinal de transformação em curso. O crédito estruturado deixou de ser um mecanismo restrito aos grandes centros financeiros. Hoje, pequenas e médias empresas em diversas regiões do país enxergam no FIDC uma solução para manter o fluxo de caixa e crescer sem depender exclusivamente dos bancos. Isso é saudável para o mercado e cria uma dinâmica mais equilibrada de acesso ao capital”, avalia. Na prática, os números da própria operação confirmam essa tendência: a originação acumulada em 12 meses chegou a R$ 5,6 bilhões

 O dinamismo do Nordeste também aparece em indicadores que ajudam a explicar a expansão do crédito estruturado na região. Nos últimos meses, o volume financeiro movimentado cresceu 7,9%, passando de R$ 683,6 bilhões para R$ 737,8 bilhões. O ambiente empresarial também mostra vitalidade: foram abertas mais de 610 mil pequenas empresas, o que representa 15,6% de todos os novos pequenos negócios do país. Além disso, o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) prevê um aporte de R$ 47,3 bilhões, dos quais cerca de 12% devem irrigar diretamente o setor industrial. Esses dados reforçam que a região vem se consolidando como terreno fértil para o avanço dos FIDCs, sustentando o papel do Nordeste como maior polo de crédito estruturado fora do eixo Sul-Sudeste.

 Esse avanço tem impactos diretos sobre empresas e investidores. De um lado, companhias nordestinas conseguem liquidez em condições mais competitivas, muitas vezes com ganhos fiscais relevantes. De outro, investidores encontram em carteiras regionais diversificadas uma forma de mitigar riscos e acessar retornos consistentes. Para Ionescu, o movimento ainda está no início. “O próximo ciclo de crescimento do crédito estruturado no Brasil vai depender da capacidade de integrar tecnologia, governança e capilaridade regional. O Nordeste é um exemplo de como isso já está acontecendo”, conclui.

Sobre o Grupo IOX

Criado em 2005, o Grupo IOX nasceu ao identificar oportunidades no mercado de crédito brasileiro. No começo buscou pequenos negócios no Sudeste, mas a expansão foi rápida: atuação expandida para médias e grandes empresas em todo o país. Com 20 anos de mercado e mais de R$ 22 bilhões investidos, o Grupo IOX atua como parceiro estratégico de empresas e investidores. Especialistas em crédito, oferecem soluções sob medida para empresas e retornos atrativos com risco ajustado para investidores.

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