Na PB, idade das grávidas segue em alta até 2070
23 de agosto de 2024
Redação

Uma informação das Projeções de População é a idade média da fecundidade, ou seja, a idade média em que as mulheres tinham seus filhos. Na Paraíba, esse indicador era de 24,9 anos em 2000 e passou para 27,4 anos em 2020, sendo menor que as médias do Brasil (25,3 anos e 27,7 anos, respectivamente) e maior que as do Nordeste (24,8 anos e 27,1 anos, respectivamente), nesses dois momentos.

Para 2070, as projeções indicam que os indicadores desses três níveis territoriais convergirão para a idade de 31,3 anos. “Temos observado, no Brasil e em vários países, um adiamento da maternidade, isto é, as mulheres decidindo-se a terem seus filhos mais tarde. Indiretamente, isso também contribui para a redução do total de nascimentos”, observou Izabel Marri, demógrafa do IBGE.

Número de nascimentos e taxa de natalidade na PB continuarão em queda até 2070

Com a queda da taxa de fecundidade, houve igualmente uma diminuição do número de nascimentos ocorridos a cada ano, ao longo do período analisado pelas Projeções de População. Na Paraíba, esse número, que em 2000 havia sido 76.117 nascimentos, caiu para 61.148 em 2010, e depois para 50.928 em 2022.

Para o ano de 2070, o número projetado é bem menor, de 29.227 nascimentos.
A taxa de natalidade, que representa o número de nascidos vivos por mil habitantes em um dado ano, segue logicamente a mesma tendência de queda gradual, no período de 2000 a 2070. Na Paraíba, essa taxa era de 21,7 por mil habitantes em 2000, tendo caído para 16,0 ‰ em 2010.

Em 2023, a taxa cresceu ligeiramente para 12,5‰, voltando imediatamente a cair em 2024, para 12,2‰, e seguirá em queda contínua até 2070, quando chegará a 7,4 nascidos vivos por mil habitantes. Nesse mesmo ano, nos cenários nacional e regional, a taxa de natalidade será de 7,5 e 7,2 por mil habitantes, respectivamente.

    A demógrafa do IBGE, Izabel Marri, destaca: “as regiões que apresentaram maior redução do número de nascimentos ao longo da última década foram o Norte e, principalmente, o Nordeste”. De 2000 a 2023, o número de nascimentos no Nordeste recuou de 1,1 milhão para 705,6 mil. No mesmo período, no Norte, esse indicador recuou de 377 mil para 285 mil.

    Izabel também chama a atenção para a redução dos nascimentos no país nos últimos anos. “Ainda não sabemos dizer o que, nessa redução, era o esperado e o que foi efeito da pandemia, principalmente a partir de 2021. Estamos aguardando para ver se os dados observados dos próximos anos vão mostrar, ou não, uma recuperação do número de nascimentos para os níveis pré-pandemia”.

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