A evolução no acesso ao telefone celular para uso pessoal entre a população de 10 anos ou mais na Paraíba revela um crescimento contínuo entre 2016 (71,5%) e 2024 (84%), indicando um avanço de 12,5 pontos percentuais (p.p.) entre os extremos do período. Tal crescimento foi observado em praticamente todas as faixas etárias, com destaque para os adultos entre 20 e 39 anos, cujos percentuais superam 94% em 2024. Por outro lado, entre os idosos com 60 anos ou mais, a ampliação também foi significativa, saindo de 54% em 2016, para 66,5% em 2024 — um aumento de 12,5 p.p., evidenciando uma tendência de inclusão digital entre as faixas etárias mais elevadas.
A análise por faixas etárias mostra que o grupo de 25 a 29 anos atingiu o maior índice de posse de celular em 2024, com 95%, seguido pelo grupo de 20 a 24 anos, com 94,4%. Já entre os adolescentes de 14 a 19 anos, houve avanço expressivo, especialmente entre 2023 e 2024, saltando de 78,5% para 85,1%. A faixa de 10 a 13 anos, por sua vez, apresentou comportamento mais instável: embora tenha havido crescimento até 2022, houve uma leve retração nos anos seguintes, culminando com 46,2% em 2024.
Em 2024, a proporção da população paraibana com celular (84%) ficou igual da média do Nordeste e abaixo da média nacional (88,9%). Embora tenha registrado avanços em todas as faixas etárias, o estado ainda mantém percentuais inferiores aos do país em grupos de 50 a 59 anos (85,3% na Paraíba contra 92,4% no Brasil) e de 60 anos ou mais (66,5% contra 78,1%). Por outro lado, em segmentos mais jovens, como o de 20 a 24 anos, a Paraíba (94,4%) supera a média nordestina (94%) e se aproxima da brasileira (95,6%), o que indica um alinhamento com a tendência nacional entre os mais jovens.

Existência de televisão nos domicílios diminui gradualmente ao longo dos anos
Entre os anos de 2016 e 2024, observou-se uma redução gradual na proporção de domicílios com televisão tanto no Brasil quanto na Paraíba, apesar do aumento absoluto no número de domicílios. Em nível nacional, a taxa caiu de 97,2%, em 2016, para 93,9%, em 2024, enquanto na Paraíba a redução foi de 98% para 93,7%, respectivamente. Essa tendência sugere uma possível substituição dos televisores tradicionais por outras formas de consumo de conteúdo audiovisual, como dispositivos móveis, refletindo mudanças no comportamento das famílias em relação ao acesso à informação.
No que se refere ao total de moradores em domicílios com televisão, os percentuais também apresentam queda ao longo do período analisado. No Brasil, esse índice recuou de 97,7% em 2016, para 95,1% em 2024. Na Paraíba, a redução foi mais expressiva, passando de 98,9% para 95,5%. Apesar disso, a Paraíba manteve, em todos os anos, proporções superiores à média nacional, indicando que, proporcionalmente, mais pessoas continuam residindo em lares com televisão no estado do que no país como um todo.