Ministérios fomentam inserção feminina no mercado
7 de fevereiro de 2024
Redação

Projeto elaborado em conjunto pelos ministérios das Mulheres e dos Transportes vai permitir a implantação de ações que aumentem a inserção feminina no mercado de trabalho e combatam a misoginia no setor de infraestrutura ferroviária e rodoviária. Assinado nesta quarta-feira (25), o protocolo faz parte do programa Brasil Sem Misoginia, que tem o objetivo de combater a violência contra a mulher e promover a igualdade de gênero, em todas as esferas da sociedade.

“Essa iniciativa é muito relevante para o Ministério dos Transportes, que parece ser uma área mais fria, menos humana. Por isso eu conversei com a ministra Cida Gonçalves, para inserir cada vez mais mulheres nesse mercado de trabalho, disseminar essa cultura, de defender direitos iguais para as mulheres”, enfatizou o ministro dos Transportes. Em junho passado, Renan Filho se reuniu com a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, e a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, para tratar do tema.

Medidas
A parceria entre os ministérios prevê, por parte do Ministério dos Transportes, o fomento da inserção das mulheres nesse mercado de trabalho, o mapeamento de ações voltadas ao combate da violência e discriminação contra as mulheres por parte das concessionárias e agências reguladoras, além do desenvolvimento de iniciativas voltadas ao enfrentamento à misoginia.

Publicada no início de outubro, a Nova Política de Outorgas Rodoviárias trouxe a sustentabilidade social como um de seus pilares. Dois meses antes, em agosto, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (DNIT) instituiu, por meio da Portaria nº 4617/2023, o Comitê Permanente de Gênero, Raça e Diversidade, com o objetivo de incentivar a cultura de inclusão e combater desigualdades e todos os tipos de discriminação.

Brasil Sem Misoginia

Coordenada pelo Ministério das Mulheres, a proposta de mobilização nacional é uma convocação do Governo Federal a todos os setores da sociedade brasileira para debater e mitigar o comportamento sexista em todas as áreas. Entre as ações previstas, estão a realização de audiências públicas em assembleias legislativas e câmaras municipais; formações com agentes públicos e instituições; além de campanhas de comunicação sobre o tema.

“A cerimônia de hoje marca a adesão de diferentes setores da sociedade ao Brasil sem Misoginia. É uma alegria compartilhar esse momento de esperança em que todos, juntos se comprometem a promover ações de enfrentamento à misoginia”, disse a ministra Cida Gonçalves.

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