Metropolitano implanta marca-passo sem fio
21 de julho de 2025
Redação

O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, unidade do Governo da Paraíba gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde) em Santa Rita, realizou, na última quinta-feira (17), um novo implante de marca-passo leadless, tecnologia que dispensa fios e reduz significativamente os riscos de complicações para pacientes com distúrbios no ritmo cardíaco.

Embora a unidade já tenha sido realizada, no ano passado, um procedimento semelhante a outro modelo de marca-passo sem fios, a novidade desta vez está na evolução da tecnologia. O novo dispositivo, recém-chegado ao Brasil, é ainda mais moderno, com aprimoramentos importantes na forma de fixação e na capacidade de comunicação com outras cápsulas cardíacas. Este foi o primeiro implante do modelo específico no Norte-Nordeste e o oitavo no País.

O paciente beneficiado era um homem de 73 anos, que já havia enfrentado complicações com a marca-passo tradicional, com fios, inclusive com infecções recorrentes. Diante da ineficiência do sistema convencional no organismo do paciente, os médicos optaram por utilizar uma nova tecnologia, que foi adquirida pelo Governo da Paraíba em caráter excepcional, por não integrar ainda o protocolo padrão do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o arritmologista Renner Raposo, que concordou com o procedimento, o marca-passo leadless é uma pequena cápsula implantada diretamente no coração, sem necessidade de cabos que atravessam vasos sanguíneos. O novo modelo traz um sistema de fixação por rosca, semelhante a um parafuso, mais seguro e preciso que os sistemas anteriores.

“Já fizemos um implante com a tecnologia leadless, mas esse modelo novo oferece avanços avançados. Além da forma mais eficiente de fixação, ele possibilita a implantação de uma segunda cápsula que se comunica de forma inteligente para garantir a sincronia entre átrios e ventrículos”, explicou o especialista.

No Brasil, apenas a cápsula para estimulação dos ventrículos já está disponível. No caso do paciente, foi feita a implantação ventricular. “Caso haja necessidade clínica no futuro, será possível complementar o tratamento com a cápsula atrial, assim que estiver disponível no mercado nacional, e ela automaticamente será sincronizada com a cápsula que já implantamos no paciente”, complementou Renner.

Apesar da complexidade tecnológica, o procedimento é minimamente invasivo e não exige internação em UTI. O paciente foi encaminhado para enfermaria cardiológica após o implante e, se mantiver boa evolução clínica, deverá receber alta nos próximos dias. Ele seguirá acompanhamento ambulatorial, com revisões periódicas do funcionamento da marca-passo.

Para a diretora-geral do Hospital Metropolitano, Louise Nathalie, esse tipo de investimento mostra o compromisso do Governo da Paraíba, da Secretaria de Estado da Saúde e da PB Saúde com o que há de mais avançado na medicina.

“Esse procedimento reforça nosso compromisso com a inovação e com a busca contínua pelas melhores soluções para os nossos pacientes. Damos mais um passo ao utilizar um modelo ainda mais moderno e eficiente do que os que já utilizamos, e que oferece mais segurança e conforto. É motivo de orgulho para toda a equipe saber que estamos entre os primeiros do País a realizar esse tipo de intervenção e que a Paraíba está na vanguarda da cardiologia no Brasil”, completou.

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