Metas para 2024 exigem organização e empenho
7 de fevereiro de 2024
Redação

Se você é daquelas pessoas que aproveitam a chegada do novo ano para traçar objetivos, sejam pessoais ou profissionais, tenham em mente duas estratégias: refletir sobre a importância ou sentido do que quer alcançar e planejar as iniciativas quer terá que fazer para conseguir.

O psicólogo do Espaço Vida da Unimed João Pessoa, Henrique Cândido, lembra que antes de começar as traçar as metas é importante fazer uma autoavaliação sobre o que se deseja conquistar no novo ano. Segundo ele, essa reflexão vale também para reprogramar objetivos planejados para o ano que passou, mas que não foram concretizados. “Os objetivos que não foram alcançados podem fazer parte dos objetivos do ano novo e podem ser muito importantes para uma nova oportunidade e acreditar que realmente é possível buscar as coisas no seu tempo certo”, aconselha o psicólogo.

Outra questão lembrada pelo especialista é a pessoa compreender seus limites, sejam físicos ou psicológicos, que possam ter influenciado no alcance ou não de metas anteriores. Trabalhando esse autoconhecimento é possível melhorar e ter mais possibilidades de alcançar as novas metas, evitando frustrações. “Para as novas metas é necessário ter uma observação de tempo e da possibilidade de serem alcançados. Uma dica é traçar metas a curto, médio e longo prazo. Metas que tenham prioridades e tudo aquilo que você objetiva alcançar este ano”, complementa Henrique Cândido.

Por fim, para planejar suas metas e buscar realiza-las é preciso empenho e foco no que quer. Para isso, mais uma vez, saber o sentido do que deseja e o que motiva a pessoa nessa conquista é importante para não desistir. “Tenha paciência, tranquilidade e dê uma nova oportunidade para poder tentar e assim conseguir alcançar seus objetivos. Nós temos sempre novas oportunidades e o mais importante é não desistir”, finaliza.

POR ONDE COMEÇAR

  • Comece por metas pequenas para se sentir mais confiante
  • Escreva suas metas em uma agenda ou planner e os passos para começar
  • Acompanhe sua evolução e vá ajustando o planejamento
  • Comemore cada objetivo alcançado, ainda que pareça pequeno
  • Mantenha o foco e recomece, se for preciso

Com a divulgação do Censo Demográfico de 2022 realizado pelo IBGE, foram constatadas mudanças na população que impactam nas contas dos municípios./
Isso porque a quantia recebida através do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) está diretamente ligada à faixa populacional de cada cidade, como explica o consultor de orçamento César Lima. 

“Com o Censo se comprovou que alguns municípios tiveram aumento na sua população, o que os mudaria de faixa, daria um aumento no FPM, mas o contrário também foi verificado: vários municípios tiveram as suas populações diminuídas a ponto de também diminuir a sua faixa de recebimento do FPM”, analisa. 

De acordo com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), 770 cidades vão ter perdas de coeficiente do FPM, 4.523 se mantiveram estáveis e 249 irão ganhar. 

Aproximadamente, 61% dos municípios do Amazonas e de Rondônia perderam coeficientes. Em seguida, estão cidades do Amapá (33%), do Pará (33%) e de Alagoas (32%). Quando são analisados dados por região, o Norte teve a maior perda (29%), seguido do Nordeste (18%), Centro-Oeste e Sudeste (11%) e o Sul (8%).

Após a aprovação da Lei Complementar 198/2023 — que visa reduzir os impactos da perda de arrecadação — a partir deste ano, 1.019 cidades serão beneficiadas, segundo a CNM. César Lima explica como a lei vai funcionar na prática. 

“Os efeitos do Censo vão ser parcelados em 10 anos. Por exemplo, [o município] ia perder R$ 1 milhão de uma vez, por ano, porque caiu de faixa. Agora ele vai perder R$ 100 mil a cada ano, durante o período de 10 anos. Essa é a questão da transição”, explica. 

O texto reduz as perdas imediatas dos municípios que tiveram queda de coeficiente — e repassa os ganhos para aqueles que aumentaram de faixa populacional.

Em Alto Paraíso de Goiás, o prefeito Marcus Adilson Rinco diz que a alteração foi positiva.

“Na minha alterou para mais, a nossa população aumentou, então mudamos de faixa do FPM, que era 6 e foi para 8. O FPM é de suma importância para nós, municípios pequenos, porque é com ele que a gente custeia as despesas do dia a dia, pagamento de pessoal, combustível, oficina, para que possa realmente a máquina funcionar”, conta. 

1º decêndio de janeiro
O primeiro decêndio de janeiro do FPM será pago nesta quarta-feira (10). As cidades brasileiras receberão R$ 5,8 bilhões.

O valor é 29% maior que o último decêndio de dezembro. Também houve um aumento de 12% na comparação com o primeiro decêndio de janeiro de 2023. 

Os valores do FPM fazem parte do dinheiro arrecadado pela União, por meio de impostos. Os percentuais de participação de cada município são calculados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), de acordo com o número de habitantes de cada cidade e a renda per capita.


Compartilhe: