Mercado de trabalho desacelera em julho
20 de julho de 2026
Redação

O mercado formal de trabalho costuma perder ritmo em julho. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que julho de 2025 registrou o menor saldo de empregos formais para o mês desde 2020, com 129.775 vagas criadas, uma queda de 32,2% em relação ao mesmo período de 2024. 
 

Para muitas empresas, esse cenário acaba refletindo em uma desaceleração das contratações. Mas, para um RH orientado por dados, períodos de menor movimentação podem representar uma oportunidade para encontrar talentos com menos concorrência no mercado. 

A lógica é simples: quando parte das organizações reduz o ritmo dos processos seletivos, profissionais qualificados continuam disponíveis, mas passam a disputar menos vagas simultaneamente. Para empresas que mantêm o recrutamento ativo, este pode ser o momento de conduzir processos com mais agilidade e menos pressão competitiva.
 

O comportamento já foi observado em outros períodos de menor movimentação. Pesquisa realizada pelo Pandapé em 2026 revelou que apenas 16% das empresas brasileiras desaceleraram as contratações durante o Carnaval. O dado mostra que muitas organizações já enxergam esses períodos como uma oportunidade para manter seus processos seletivos em andamento enquanto parte do mercado reduz o ritmo.
 

“As estruturas de Recursos Humanos não desaceleram porque o calendário muda. Elas compreendem que a disputa por talentos também acompanha o movimento do mercado. Quando menos empresas estão recrutando, pode existir uma oportunidade para contratar profissionais que, em outros momentos do ano, estariam participando de diversos processos seletivos ao mesmo tempo”, afirma Patricia Suzuki, Diretora de RH da Redarbor, detentora do Pandapé. 
 

Adiar uma contratação também tem custo
 

Postergar um processo seletivo não significa apenas manter uma vaga aberta por mais tempo. Equipes acabam absorvendo novas demandas, projetos podem perder velocidade e a empresa reduz sua capacidade de resposta em áreas estratégicas.
 

Além disso, organizações que deixam para retomar as contratações quando o mercado volta a aquecer passam a disputar os mesmos profissionais com um número maior de concorrentes, o que pode tornar o processo mais longo e aumentar a pressão por decisões rápidas.
 

O segundo semestre reforça esse cenário. Empresas que revisaram seu quadro de colaboradores no primeiro semestre precisam preencher posições estratégicas antes do fechamento do ano. Quanto mais tarde esse movimento começa, menor tende a ser o tempo disponível para integração e adaptação dos novos profissionais.
 

“Julho costuma ser visto como um mês de espera, mas pode ser justamente o contrário. É um período interessante para contratar com planejamento, sem a pressão que normalmente aparece quando o mercado acelera novamente”, comenta Patricia.
 

Recrutamento estratégico não depende do calendário
 

O Brasil está entre os países com maior dificuldade para preencher vagas no mundo. Segundo levantamento do ManpowerGroup, 81% das empresas brasileiras relatam dificuldade para encontrar os profissionais de que precisam.
 

Em um cenário de escassez de talentos, manter o recrutamento ativo durante períodos de menor movimentação pode representar uma vantagem competitiva para empresas que conseguem agir com rapidez e planejamento.
 

O Pandapé posiciona o RH para agir nessa lógica. Com centralização de candidaturas, triagem automatizada e organização estruturada do funil, a plataforma reduz as etapas operacionais que prolongam o processo seletivo e permite que o time de recrutamento atue de forma mais ágil, independente do mês. 
 

“Os dados do CAGED confirmam que julho é o mês em que menos empresas contratam. Mas é exatamente por isso que quem recruta nesse período encontra menos ruído no processo. A escassez de movimento do mercado não é um problema para quem tem estrutura para agir. É uma vantagem competitiva”, finaliza Patrícia.

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