O Banco do Nordeste (BNB) lançará nesta quinta-feira (16), em Catolé do Rocha (PB), um Plano de Ação Territorial (PAT) voltado ao fortalecimento da apicultura e da meliponicultura no Médio Piranhas paraibano. A iniciativa integra o Programa de Desenvolvimento Territorial (Prodeter) e beneficiará cerca de 80 produtores da região, por meio de ações de padronização da produção, melhoria do manejo e assistência técnica especializada. O objetivo é agregar valor ao mel produzido no território e consolidar sua “identidade sertaneja” junto ao mercado consumidor.
O lançamento ocorrerá às 8h, no auditório da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Campus IV, em Catolé do Rocha. O evento reunirá representantes de entidades ligadas à agricultura e à pecuária, além de gestores municipais, com o propósito de fortalecer a organização e a integração da cadeia produtiva.

Responsável pela condução do PAT da Apicultura e Meliponicultura no Médio Piranhas, o agente de Desenvolvimento do BNB, Thiago Vitorino, destaca que as atividades se adaptam bem às condições do semiárido, apresentam baixo impacto ambiental e possuem elevada capacidade de integração com outras atividades rurais. Segundo ele, essas características tornam a produção de mel uma importante alternativa de geração de renda para as famílias do campo.
Além dos aspectos produtivos e ambientais, o mel sertanejo possui um diferencial competitivo associado à sua origem e ao processo de organização dos produtores. Para Thiago Vitorino, consumidores valorizam cada vez mais produtos que carregam história, qualidade e impacto social positivo.
“Ao saber que o produto é oriundo de famílias agricultoras organizadas e comprometidas com padrões de qualidade, o consumidor percebe seu valor agregado e passa a optar por um produto sertanejo que contribui tanto para a preservação do ecossistema quanto para o fortalecimento da agricultura familiar”, ressalta.
O território do Médio Piranhas paraibano abrange 18 municípios. Dentre eles, Catolé do Rocha, Brejo dos Santos, Jericó, Riacho dos Cavalos e São Bentinho se destacam pelo potencial de expansão e consolidação da produção de mel proveniente tanto da apicultura (abelhas com ferrão) quanto da meliponicultura (abelhas sem ferrão).
A região conta ainda com importantes organizações do setor, como a Cooperativa dos Apicultores de Catolé do Rocha (Cooapil) e a Cooperativa Emana Mel do Sertão Paraibano. A produção segue padrões de qualidade reconhecidos pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF), certificação concedida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
O Plano de Ação Territorial busca estruturar, qualificar e integrar os diferentes elos da cadeia produtiva, transformando o potencial já existente em mais produtividade, geração de renda e desenvolvimento sustentável. Além dos benefícios econômicos, a atividade contribui diretamente para a preservação da biodiversidade, por meio da polinização, desempenhando papel fundamental na conservação da Caatinga e na manutenção dos ecossistemas do semiárido.