Marketing e vendas lideram prioridades das PMEs
2 de setembro de 2026
Redação

 Entre clientes, divulgar produtos e transformar presença digital em vendas ainda estão entre os principais desafios dos pequenos negócios brasileiros. Segundo a sondagem “Perspectivas Digitais nos Negócios”, realizada pelo Sebrae em parceria com o IBRE da Fundação Getulio Vargas (FGV), marketing e vendas são a principal prioridade para investimento em tecnologia digital, citada por 37,8% dos pequenos negócios ouvidos. Para 54,2% deles, o aumento das vendas é também o resultado mais esperado de uma ferramenta digital que concentre diferentes funções do negócio.

A pesquisa ouviu 4.967 empresas em março deste ano e ajuda a dimensionar uma dificuldade comum na rotina de quem empreende: embora reconheça a importância da presença digital, o pequeno empresário geralmente precisa conciliar a divulgação do negócio com atendimento, vendas, estoque, agenda, finanças e relacionamento com fornecedores.

Nesse contexto, tarefas como planejar conteúdos, produzir publicações para as redes sociais, responder clientes pelo WhatsApp e manter as informações da empresa atualizadas nas plataformas digitais acabam disputando espaço com demandas mais imediatas da operação.
 

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“Marketing não é uma atividade isolada para o pequeno empreendedor. É o que permite que o cliente encontre o negócio, entenda o que ele oferece e tome uma decisão de compra. O problema é que, muitas vezes, a mesma pessoa que precisa pensar a divulgação também está atendendo, vendendo, organizando pedidos e cuidando do financeiro. A inteligência artificial pode reduzir essa distância entre saber o que precisa ser feito e conseguir colocar em prática”, afirma Leandro Herrera, fundador e CEO da Tera.
 

Da familiaridade à aplicação prática
 

A inteligência artificial já começa a fazer parte desse ambiente. Outro levantamento do Sebrae e da FGV IBRE, realizado com a colaboração do Google, aponta que 96% das micro e pequenas empresas e 87% dos microempreendedores individuais afirmam estar familiarizados com ferramentas de IA generativa. O uso efetivo nos negócios, no entanto, cai para 46% entre as MPEs e 42% entre os MEIs.

Entre os microempreendedores individuais, uma das principais barreiras é justamente não saber como aplicar a tecnologia na realidade do próprio negócio. O desafio, portanto, não está apenas no acesso às ferramentas, mas na capacidade de conectá-las a problemas concretos, como conquistar novos clientes, melhorar a divulgação, organizar informações e reduzir o tempo dedicado a tarefas repetitivas.
 

Esse diagnóstico encontra paralelo no mercado de trabalho brasileiro. O AI Adoption Benchmark Brasil, pesquisa proprietária da Tera realizada com 3.109 profissionais, identificou uma diferença de 34 pontos entre conhecimento técnico e confiança para aplicar inteligência artificial. Enquanto o domínio conceitual alcança 72,8 pontos, a autopercepção prática fica em 38,5.

O levantamento também mostra que 87,5% dos profissionais já utilizam IA para gerar textos, mas apenas 37,8% aplicam a tecnologia na automação de tarefas. Mais da metade, 54%, permanece no estágio chamado de “Explorador”, caracterizado pelo uso ativo, mas ainda sem método ou estratégia clara. Somente 5,4% chegaram ao nível avançado.

“O mercado brasileiro já conhece a inteligência artificial e experimentou ferramentas. O próximo passo é aprender a delegar tarefas e construir fluxos que funcionem dentro da operação. Para o empreendedor, isso significa sair do uso pontual para produzir um texto e começar a aplicar a IA em atividades que se repetem todos os dias, como organizar uma promoção, responder dúvidas, estruturar informações ou analisar resultados”, explica Herrera.

 

Programa gratuito leva IA para a rotina dos negócios

Para apoiar essa transição, Google, Sebrae, Itaú Unibanco e Tera, com parceria da Blip, lançaram o Negócio em dIA, programa nacional e gratuito de capacitação em inteligência artificial para empreendedores. A iniciativa, que já está em operação, tem a meta de alcançar até 1 milhão de participantes.

A Tera lidera a concepção educacional, a experiência digital e a operação da jornada, estruturada para pessoas com diferentes níveis de familiaridade com a tecnologia.
 

O programa reúne conteúdos relacionados à presença digital, marketing, gestão, liderança e finanças, além de aplicações voltadas a vendas e relacionamento com clientes pelo WhatsApp. A proposta é conectar cada aprendizado a situações enfrentadas no dia a dia dos negócios.
 

Na frente de marketing, os participantes aprendem a utilizar IA para desenvolver materiais de divulgação, organizar estratégias de promoção e fortalecer a presença da empresa no Google. A jornada também aborda ferramentas do Google como o Gemini e o Perfil da Empresa.

Em gestão e finanças, os conteúdos passam por temas como planejamento, precificação, controle de custos e fluxo de caixa. O programa ainda mostra como ferramentas conversacionais, como o Blip Go, podem transformar o WhatsApp de um simples canal de atendimento para um motor de vendas com alta conversão.
 

A metodologia segue o princípio de “menos curso, mais ação”. Em vez de formações longas e excessivamente teóricas, a jornada combina aulas objetivas, conteúdos sob demanda, missões práticas e encontros ao vivo com especialistas.
 

“O Negócio em dIA nasce para encurtar o caminho entre conhecer a inteligência artificial e conseguir utilizá-la. A tecnologia pode ajudar o pequeno negócio a organizar informações, criar assistentes para apoiar a operação e liberar tempo para vender mais, atender melhor e tomar decisões com mais clareza”, afirma Herrera.
 

Com acesso gratuito e contínuo, o programa permite que cada participante avance conforme a própria disponibilidade. A inscrição dá acesso à plataforma, aos conteúdos gravados, às atividades práticas e à agenda de masterclasses.

Como participar
 

O Negócio em dIA é destinado a empreendedores, proprietários e gestores de pequenos e médios negócios de todo o país.
 

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas no link.

Sobre a Tera

A Tera é uma plataforma de educação em tecnologia voltada à formação de profissionais que criam produtos, agentes e soluções na era da inteligência artificial. Como escola de builders que constroem o futuro, a companhia prepara indivíduos e organizações para transformar conhecimento em aplicação prática. Em sua fase atual, a Tera amplia sua atuação no mercado corporativo, apoiando grandes organizações como Itaú, Bradesco, Visa, iFood, Natura, Nestlé, Eurofarma e QuintoAndar no desenvolvimento de competências práticas em IA.

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