JP tem maior taxa de analfabetismo
29 de junho de 2025
Redação

Em 2024, o módulo Educação da PNADC estimou a existência de 89 mil pessoas analfabetas com idade de 15 anos ou mais, na região Metropolitana de João Pessoa, um resultado superior ao de 2023, de 80 mil analfabetos, contribuindo para que a taxa de analfabetismo passasse de 7,6%, em 2023, para 8,1%, em 2024. Embora seja inferior à média estadual, essa taxa mantinha essa Região Metropolitana como a que possuía a maior taxa de analfabetismo entre as demais regiões metropolitanas do país. A análise temporal desse indicador mostra oscilações desde o início da série histórica iniciada em 2016 (8,4%), tendo tendência de elevação até 2018 (8,9%), seguida de redução do indicador metropolitano até chegar à menor taxa da série em 2023 (7,6%), para, no ano seguinte, reverter essa tendência e ter uma pequena elevação (8,1%).

PB tem a 2ª menor proporção do país de pessoas com pelo menos o ensino básico obrigatório completo

Em 2024, entre todas as unidades da federação, a Paraíba apresentava a 2ª menor proporção de pessoas de 25 anos ou mais que tinham pelo menos o Ensino Básico Obrigatório, ou seja, que concluíram, no mínimo, o ensino médio, ficando acima apenas do Piauí (43%). A taxa, de 43,4%, ficou bem abaixo da média brasileira (56%), além de ter sido inferior à média do Nordeste (47%), a única Grande Região em que menos da metade da população com 25 anos ou mais havia completado a educação básica.

Entretanto, conforme a PNAD, o contingente e a proporção paraibana com pelo menos o Ensino Básico obrigatório tem crescido paulatinamente desde o início da série histórica, passando de 35,2% (816 mil pessoas) em 2016, para 41,4% (1 milhão) em 2023 e 43,4 (1,1 milhão) em 2024, de forma a melhorar um pouco a posição da Paraíba no cenário nacional, da menor para a segunda menor proporção do país, entre 2023 para 2024.

Ainda não que diz respeito ao nível de instrução das pessoas de 25 anos ou mais, a maior parcela dessa população (34,4%), cerca de 895 mil pessoas, tinha apenas o ensino fundamental incompleto ou equivalente. Esse percentual, que em 2016 era de 40,5%, caiu ao longo dos anos, mas ainda permanece majoritário entre as classes de nível de instrução. A segunda maior proporção é a dos que tinham o ensino médio completo ou equivalente, que representavam 25,2% dessa população (638 mil pessoas). Essa proporção, que era de 20,9%, em 2016, tem crescido ao longo da série histórica. O grupo dos que tinham concluído o ensino superior também cresceu continuamente, tendo passado de 11,3%, em 2016, para 13,5%, em 2023, e 15,1% em 2024.

Ainda segundo o levantamento, na Paraíba, o número médio de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais tem aumentado continuamente desde o início da série histórica: passou de 7,6 anos, em 2016, para 8,3 anos, em 2023, e 8,5 anos, em 2024. Mesmo assim, o indicador paraibano para 2024 fica abaixo tanto da mídia brasileira (10,1 anos) quanto da regional (8,9 anos).

A frequência escolar tem melhorado em todos os grupos etários, mas não alcança metas do PNE

A taxa ajustada de frequência escolar líquida dos estudantes de 6 a 14 anos de idade, que aponta para a proporção daqueles que frequentavam os anos iniciais do ensino fundamental, na Paraíba, elevou-se em 2024 (94,9%), frente a 2023 (93,6%), segundo a PNAD Contínua. O indicador, que avalia se os alunos estão frequentando a etapa adequada à faixa-etária, ficou ligeiramente acima das médias do país (94,5%) e do Nordeste (94,3%), mas abaixo da Meta 2 do PNE, estabelecendo que pelo menos 95% dos alunos do ensino fundamental concluem essa etapa na idade prevista até 2024.

Para os estudantes de 15 a 17 anos que cursavam o ensino médio, a taxa ajustada líquida de escolarização desse grupo etário segue com tendência de crescimento desde o início da série histórica, em 2016 (55,6%), tendo crescido entre 2023 (68,3%) e 2024 (69,7%). Apesar disso, aparecem abaixo das constatações nos cenários nacional (76,7%) e nordestino (73,9%), bem como da meta 3 do PNE para 2024 (85%).

Nesse mesmo comparativo, houve um aumento significativo no percentual daqueles que tinham de 18 a 24 anos e estavam no ensino superior, entre 2016 (20,3%) e 2023 (23,2%), alcançando seu maior valor na série histórica, em 2024 (25,2%). Embora inferior à média brasileira (27,1%), a taxa paraibana de 2024 foi superior à regional (21,9%). Porém, ainda está abaixo da meta 12 do PNE, que estabelece que a taxa de frequência escolar líquida para esse grupo etário atinge o patamar de 33% até 2024. Nesse caso, o desafio envolve reduzir as desigualdades de acesso e concluir no ensino superior, enfrentar o atraso escolar, bem como garantir a permanência dos jovens no sistema educacional.

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