Jovens não ficam nem um ano no emprego
26 de junho de 2026
Redação

Os jovens brasileiros estão entrando cada vez mais cedo no mercado de trabalho, mas permanecendo pouco tempo nos empregos e enfrentando dificuldades para construir uma trajetória profissional estável.

Hoje, o Brasil tem cerca de 32,9 milhões de jovens entre 14 e 24 anos, mas apenas 13,9% estão ocupados, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do CIEE, divulgados nessa quinta-feira (26).

Entre aqueles que conseguem uma vaga, a permanência é curta, com 52% dos adolescentes entre 14 e 17 anos ficam menos de um ano no mesmo emprego.

O fenômeno revela uma dinâmica cada vez mais comum: vínculos frágeis, alta rotatividade e dificuldade de conciliar estudo, trabalho e desenvolvimento profissional.

Segundo Ronaldo Loyola, executivo de RH especialista em psicologia e cultura organizacional, os salários baixos, funções operacionais, contratos temporários e a busca constante por melhores oportunidades ajudam a explicar esse comportamento, mas não são os únicos fatores.

“Em um cenário de expectativas elevadas, pressão por resultados rápidos e baixa tolerância à frustração, jovens profissionais muitas vezes não conseguem sustentar suas experiências iniciais”, comenta.

Loyola está disponível para aprofundar em entrevistas os aspectos menos visíveis que ajudam a explicar essa relação mais curta com o trabalho.

Temas que ele pode abordar:

– Por que jovens entram mais cedo no mercado, mas permanecem menos tempo
– A rotatividade como novo padrão no início da carreira
– O choque entre expectativa e realidade no primeiro emprego
– Falta de preparo ou falta de oportunidade?
– O impacto da cultura organizacional na retenção de jovens talentos
– O papel das empresas na formação profissional das novas gerações
– Como construir uma carreira em um cenário de instabilidade

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