Informalidade cai pelo quarto trimestre consecutivo e atinge 46%, o menor patamar desde o início desse cálculo, no 4º trimestre de 2015
A pesquisa mostra ainda que a taxa de informalidade na Paraíba atingiu 46% (786 mil trabalhadores) no 1º trimestre de 2026, sendo o quarto trimestre consecutivo de redução e o menor patamar desde o início de cálculo desse indicador, no 4º trimestre de 2015. Esse resultado suplanta o recorde verificado no 4º trimestre de 2025, de 48,4% (825 mil), e corresponde a uma redução de 39 mil pessoas na situação de trabalho informal.
O indicador paraibano foi o 8º mais elevado do país e o 4º menor da região Nordeste, ficando abaixo da média regional (48,9%), embora bem superior à nacional (37,3%), chamando ainda a atenção para o peso da informalidade no Nordeste.
Taxa de subutilização da força de trabalho cai pelo 4º trimestre consecutivo e atinge 3º novo recorde
A taxa composta de subutilização da força de trabalho, que mede o grau de subutilização da força de trabalho e inclui os desocupados, os subocupados e as pessoas na força de trabalho potencial (estão fora do mercado de trabalho, mas poderiam ou gostariam de trabalhar), ficou em 19,3% no 1º trimestre de 2026. Essa é a quarta redução consecutiva desse indicador, que com esse valor completa uma série de três recordes consecutivos: no 3º trimestre de 2025 ficou em 20,5% e, no trimestre seguinte, em 19,6%. Além disso, houve uma redução de 6,1 pontos percentuais em relação ao 1º trimestre de 2025 (25,4%).
Apesar da redução verificada a partir do 2º trimestre de 2025, o indicador estadual para o 1º trimestre deste ano se posicionou como o 10º mais elevado dentre as unidades da federação. No Nordeste, porém, foi o segundo menor, ficando acima apenas do Rio Grande do Norte (17,8%). O indicador estadual permaneceu superior à média do Brasil (14,3%), embora inferior à do Nordeste (23,7%).
Rendimento médio cresce pelo terceiro trimestre consecutivo, atingindo maior valor da séria histórica
O levantamento também constatou que o rendimento médio mensal real habitual de todos os trabalhos, na Paraíba, foi estimado em R$ 2.806 no 1º trimestre deste ano, tendo havido alta de 3,8% frente ao trimestre anterior (R$ 2.702), sendo essa a terceira alta consecutiva do indicador, que atingiu o maior valor da série histórica, iniciada em 2012. No comparativo com o mesmo trimestre de 2025 (R$ 2.549), a alta foi de 10,1%, considerada como estabilidade do ponto de vista estatístico, assim como a alta face ao último trimestre de 2025.
O indicador estadual do 1º trimestre de 2026 representa 75,4% do valor médio nacional (R$ 3.722), mas é superior à média regional (R$ 2.616), refletindo as desigualdades regionais no mercado de trabalho brasileiro.