Inflação dos alimentos volta a acelerar em março
21 de abril de 2025
Redação

O mês de março registrou nova alta nos preços dos alimentos no Brasil, mantendo uma pressão sobre as famílias de baixa renda. De acordo com o Boletim Mensal de Monitoramento da Inflação dos Alimentos, divulgado pelo Instituto Pacto Contra a Fome, o grupo Alimentação e Bebidas subiu 1,17% no período e respondeu por quase metade (45%) do IPCA do mês.

Os principais responsáveis pela pressão inflacionária foram alimentos in natura e minimamente processados, como tomate, café moído e ovo de galinha, cujos preços foram influenciados pela transição de safra, condições climáticas adversas e custos de produção. Por outro lado, produtos como arroz, contrafilé e alcatra registraram queda, ajudando a conter uma alta ainda maior da cesta básica

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Uma comparação entre o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que mede a inflação para famílias com renda entre 1 e 5 de janeiro, e o IPCA mostrou que os preços subiram relativamente menos para as famílias com renda mais baixa no mês de março. Ainda assim, o item alimentação apresentou alta de 1,08% no mês.

O Instituto alerta que o aumento da inflação vem demonstrando um padrão concentrado nos alimentos. “Essa persistência aumenta o risco de agravamento da insegurança alimentar no país, sobretudo entre os mais vulneráveis e acende o alerta de que é preciso agir já para evitar um recuo nos avanços relacionados à segurança alimentar no país”, explicou Ricardo Mota, gerente de Inteligência do Pacto Contra a Fome.

Apesar da expectativa de moderação nos próximos meses com a entrada de novas safras e queda de alguns custos, o cenário ainda é assustador. O Pacto Contra a Fome defende a adoção de políticas públicas estruturantes, que enfrentam as causas da insegurança alimentar de forma rigorosa. Clima extremo e variações no mercado internacional permanecem como variáveis de risco e bloqueio de atenção constante.

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