Infarto ainda lidera mortes no Brasil 
24 de abril de 2026
Redação

As doenças cardiovasculares permanecem como a principal causa de morte no Brasil, segundo o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Mesmo com ampla disseminação de informação, o problema ainda é subestimado dentro das empresas, especialmente quando associado ao estresse crônico e à sobrecarga de trabalho. Entre mulheres, o risco cresce de forma consistente, impulsionado pela combinação entre carreira, responsabilidades domésticas e baixa adesão a exames preventivos.

Rodrigo Araújo, CEO da Global Work e especialista em saúde ocupacional, afirma que o ambiente corporativo ainda trata o tema de forma reativa. “A maioria das empresas só percebe o impacto quando o colaborador já está afastado ou quando ocorre um evento grave. No caso das doenças cardiovasculares, isso pode significar perda de vidas que poderiam ser evitadas com acompanhamento contínuo”, diz.

Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia indicam que as doenças do coração são responsáveis por cerca de 30% das mortes no país. Entre os fatores de risco estão hipertensão, sedentarismo, alimentação inadequada e, principalmente, o estresse prolongado. No ambiente corporativo, esses fatores tendem a se intensificar, especialmente em cargos de maior responsabilidade.

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Entre mulheres, o cenário exige atenção adicional. Estudos recentes mostram que o infarto feminino costuma ser diagnosticado mais tardiamente, já que os sintomas podem ser diferentes dos observados em homens. Além disso, a sobrecarga emocional e a dupla jornada contribuem para o aumento do risco cardiovascular. “A mulher muitas vezes prioriza tudo antes da própria saúde. Isso faz com que o diagnóstico chegue tarde e com consequências mais graves”, afirma Rodrigo Araújo.

O impacto vai além da saúde individual e atinge diretamente os resultados das empresas. A Organização Mundial da Saúde estima que doenças crônicas, incluindo as cardiovasculares, estão entre as principais causas de perda de produtividade no mundo. No Brasil, afastamentos relacionados a problemas de saúde já pressionam custos operacionais e desafiam a gestão de pessoas.

Para o especialista, a prevenção precisa deixar de ser pontual e passar a integrar a estratégia das companhias. “Não se trata apenas de campanhas isoladas, mas de criar uma cultura de cuidado contínuo. Isso envolve monitoramento de indicadores, acesso a exames e programas estruturados de bem-estar”, afirma.

Na prática, empresas que adotam programas de saúde ocupacional mais completos conseguem identificar fatores de risco com antecedência e reduzir eventos críticos. A integração entre saúde física e mental aparece como um dos principais caminhos para mitigar o problema, especialmente diante do crescimento dos transtornos ligados ao estresse, já reconhecidos como fatores de risco cardiovascular .

A adoção de exames periódicos, acompanhamento clínico e ações voltadas à qualidade de vida também tem impacto direto sobre o desempenho das equipes. “Quando a empresa investe em prevenção, ela reduz afastamentos, melhora a produtividade e evita custos invisíveis que muitas vezes não entram na conta do empresário”, diz o executivo.

O avanço das discussões sobre saúde mental nas empresas, impulsionado por mudanças regulatórias recentes, abre espaço para uma abordagem mais ampla do cuidado com o colaborador. Ainda assim, especialistas apontam que a saúde cardiovascular precisa ganhar o mesmo nível de atenção.

“A principal causa de morte no país não pode continuar sendo tratada como um tema secundário dentro das organizações. Cuidar da saúde do colaborador é uma decisão de gestão, não apenas uma ação de bem-estar”, afirma Araújo.

A combinação entre dados alarmantes e baixa percepção de risco reforça a necessidade de mudança. No ambiente corporativo, onde pressão, metas e longas jornadas são parte da rotina, a prevenção cardiovascular deixa de ser uma questão individual e passa a ser um tema estratégico para a sustentabilidade dos negócios.

Sobre Rodrigo Araújo

Rodrigo Araújo é Técnico em Segurança do Trabalho, engenheiro ambiental. Com mais de 20 anos de experiência, atuou como gestor de saúde ocupacional e segurança do trabalho e atuou em grandes empresas como Lacta, Roche Farmacêutica e Ipiranga Química. Especialista em negócios B2B.

Há 13 anos, fundou a Global Work com um propósito claro: “Cuidar de forma efetiva e integrada do maior ativo de qualquer negócio, seus colaboradores, e, ao mesmo tempo, oferecer ao empresário um diagnóstico completo, capaz de gerar retornos tangíveis e intangíveis para cada valor investido, com ROI de 3 a 10 vezes”. Atualmente, é CEO da companhia.

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Sobre a Global Work

A Global Work é especializada em saúde ocupacional, segurança do trabalho e programas de qualidade de vida corporativa. Com clínica própria na Avenida Paulista no coração de São Paulo e uma rede credenciada de mais de 3.000 unidades em todo o Brasil, já realizou mais de 1 milhão de exames médicos e complementares, com expectativa de ultrapassar mais de 100.000 vidas cuidadas em 2026, oferece soluções personalizadas que unem tecnologia, atendimento humanizado e conformidade legal. A missão da empresa é apoiar organizações na promoção do bem-estar dos colaboradores e na gestão integrada da saúde e segurança no trabalho.

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