A indústria brasileira respondeu por 23,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, movimentando R$2,56 trilhões, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em dados do IBGE. Apesar da relevância econômica, o setor enfrenta desaceleração: em agosto de 2026, a produção industrial caiu 0,6% em relação ao mês anterior, acumulando perdas de 3,1% em quatro meses.
Com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no segundo turno de 25 de outubro, o cenário reforça a necessidade de uma agenda voltada à competitividade e ao fortalecimento da produção nacional para o novo mandato, que começa em janeiro de 2027. Para Márcio Moreira, CEO da Lion Group, especializada em soluções de embalagens plásticas para os setores de cosméticos e farmacêutico, as prioridades devem incluir investimentos produtivos, modernização tecnológica e previsibilidade econômica.
“O Brasil tem capacidade de construir empresas industriais fortes, inovadoras e competitivas. Mas precisamos transformar essa visão em decisões concretas, com planejamento e condições para que as empresas produzam mais, desenvolvam tecnologia e gerem valor no país”, afirma o executivo, que acumula mais de 20 anos de experiência no setor.
Investimento e inovação como prioridades
Pesquisa da CNI divulgada em março de 2026 aponta que 72% das empresas industriais investiram em 2025, enquanto 56% planejavam realizar aportes em 2026. Para Moreira, garantir segurança para decisões de longo prazo é essencial para evitar adiamentos de projetos de expansão, modernização e desenvolvimento de produtos.
O executivo também defende uma política industrial que estimule a produtividade e a inovação, permitindo que as empresas brasileiras disputem espaço no mercado global. Segundo dados da CNI referentes a 2021, a indústria respondeu por 66,8% dos investimentos empresariais em pesquisa e desenvolvimento no país.
“Uma decisão de investimento pode levar anos até se transformar em capacidade produtiva, empregos e novos negócios. Por isso, precisamos de uma visão de longo prazo, que dê segurança para as empresas planejarem e assumirem riscos calculados”, diz.
Além da tecnologia, Moreira destaca a qualificação profissional e o desenvolvimento de lideranças como pilares da competitividade. Para ele, a modernização das fábricas precisa caminhar junto com a formação de pessoas preparadas para operar novas ferramentas, aprimorar processos e conduzir os negócios.
Uma agenda para além de um mandato
Na avaliação do CEO, fortalecer a indústria exige continuidade nas políticas públicas, incentivo ao investimento produtivo e profissionalização da gestão. O setor movimenta cadeias de fornecedores, logística, serviços e tecnologia, ampliando os efeitos da atividade industrial sobre a economia.
“O Brasil precisa acreditar na própria capacidade de produzir, inovar e construir empresas relevantes. Isso depende de empresários dispostos a investir e de um ambiente que valorize a produção e permita planejar o futuro. A indústria precisa de continuidade, método e uma visão clara de país”, conclui Moreira.
Sobre a Lion Group
A Lion Group é uma indústria brasileira especializada no desenvolvimento e na fabricação de soluções de embalagens e sistemas de dispensação para diferentes segmentos, incluindo cosméticos, cuidados pessoais e farmacêutico. Com atuação em 14 países, a companhia combina capacidade industrial, engenharia, pesquisa e desenvolvimento e tecnologia para oferecer um portfólio de 13 famílias de produtos, que inclui válvulas, sprays, bombas dosadoras, frascos, potes, bisnagas e tampas. Sua estrutura internacional integra operações no Brasil e no Paraguai, além de uma parceria na China, sustentando sua estratégia de expansão global e fortalecimento da presença no mercado americano. Saiba mais: https://liongroup.ind.br/
Sobre Márcio Moreira
Márcio Moreira é CEO da Lion Group, empresa brasileira de soluções em embalagens que vem ampliando sua atuação internacional e investindo no fortalecimento das indústrias. Com mais de 20 anos de experiência no setor industrial, tendo iniciado sua trajetória profissional aos 13 anos, e formação em Teologia, lidera a estratégia de crescimento da companhia, com operações e parcerias no Brasil, Paraguai e China. Sua visão de longo prazo é consolidar a Lion Group como referência continental em embalagens até 2035, combinando expansão internacional, inovação, eficiência produtiva e desenvolvimento de pessoas.