Inadimplência cresce na base de clientes dos neobanks
5 de junho de 2026
Redação

Se por um lado os bancos digitais passaram a liderar o atendimento de consumidores com crédito ativo, por outro também passaram a concentrar a maior parcela de inadimplentes no cartão de crédito. Em 2021, o índice de indivíduos inadimplentes em neobanks era de 7,71%. Em 2025, o percentual chegou a 20,31%. Em bancos tradicionais, era 14,57% e passou para 13,6%.

No fim de 2025, o saldo em atraso nos cartões emitidos por bancos digitais representava 11,16% do saldo total ativo, acima dos 5,77% registrados em 2021. Em 2025, o saldo em atraso de cartões emitidos por bancos tradicionais foi de 8,75% do saldo total deste grupo, era de 6,60%

O cenário se repete no empréstimo pessoal. Entre 2021 e 2025, os neobanks ampliaram em 113% o volume de inadimplentes nessa modalidade. O índice de clientes inadimplentes passou de 6,55% para 13,93%.

Entre 2024 e 2025, o aumento da taxa de inadimplentes em empréstimo pessoal entre clientes de neobanks foi de 42%, enquanto o volume de clientes atendidos cresceu 32,7%.

Ao final de 2025, o saldo em atraso de empréstimo pessoal ativo por neobanks representava 10,3% do total ativo, ante 2,56% registrados em 2021. Nos bancos tradicionais, o saldo em atraso representava 2,66% do total ativo e passou a representar 3,5%.

“Os resultados mostram que os neobanks apresentam maior crescimento da inadimplência, tanto no cartão de crédito quanto nos empréstimos pessoais, na comparação com os bancos tradicionais”, afirma Gamboa.

Segundo o economista, parte desse movimento decorre da maior exposição ao risco, já que os bancos digitais passaram a atender a maioria dos consumidores com crédito ativo no país.

“Mas os resultados também sugerem necessidade de aprimoramento dos métodos de score de crédito por parte dos neobanks, que atualmente focam no comportamento dos clientes dentro da própria instituição. A avaliação de risco tende a exigir informações mais abrangentes sobre o relacionamento financeiro desses consumidores, incluindo dados utilizados pelos birôs de crédito, como a Equifax”, afirma.

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