Imóveis de alto padrão podem gerar patrimônio
16 de outubro de 2026
Redação

O mercado imobiliário brasileiro acumulou valorização de 14,73% nos 12 meses encerrados em agosto de 2026, segundo o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). No mesmo período, a inflação medida pelo IPCA foi de 4,22%. Embora o ritmo de alta dos preços tenha desacelerado, o desempenho do setor mantém em evidência o papel dos imóveis na construção e na preservação de patrimônio.

No segmento de alto padrão, a análise de um imóvel vai além do preço de aquisição. Localização, qualidade construtiva, concepção arquitetônica e disponibilidade de terrenos em áreas valorizadas estão entre os aspectos que podem influenciar a procura e o valor de uma propriedade ao longo dos anos.

O corretor, advogado e conselheiro do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, Glauco Morais, destaca a importância de avaliar o projeto e a construtora na compra de um imóvel para investimento. “Quando você compra na planta um bom projeto, de uma boa construtora, a tendência é de que você vai se beneficiar com a valorização patrimonial ao longo do tempo”, afirma, reforçando ainda que alguns compradores também passam a adquirir imóveis como estratégia para ampliar o patrimônio.

Localização e demanda – A disponibilidade de terrenos, a infraestrutura urbana e a procura por determinadas regiões influenciam o mercado imobiliário. O consultor imobiliário Lucca Zapata observa que João Pessoa tem atraído tanto pessoas que chegam para trabalhar quanto aquelas que escolhem a capital para viver após a aposentadoria.

“Terra não se fabrica mais”, resume, ao destacar a importância da localização na análise de um investimento. No segmento de alto padrão, arquitetura, qualidade construtiva e integração com a natureza também podem contribuir para a atratividade de uma propriedade.

A corretora de imóveis e sócia da Afeto Imobiliária, Vanessa Negreiros, aponta a compra durante a construção, com possibilidade de revenda posterior, como uma das estratégias de investimento. Outra alternativa é diversificar os imóveis destinados à renda, combinando locações de curta e longa duração. Segundo ela, a escolha deve considerar as características do empreendimento, a construtora e a demanda da região, sem pressupor valorização garantida.

João Pessoa e o alto padrão – Na capital paraibana, a Galvão Amorim desenvolve projetos em regiões valorizadas. No Jardim Oceania, o Haus Artefacto, realizado em parceria com a marca de mobiliário, prevê 28 residências em um terreno de aproximadamente 3 mil metros quadrados, com 60 metros de frente para o mar. Será o primeiro branded residence vertical da Artefacto no Nordeste.

No Altiplano Cabo Branco, a construtora desenvolve o One Haus, em uma região onde a disponibilidade de terrenos também influencia as perspectivas do mercado.

Para o CEO da Galvão Amorim, Victor Amorim, a expansão urbana contribui para atrair novos moradores. “João Pessoa tem, ao longo dos anos, consolidado e expandido opções no mercado de alto padrão. Isso mostra o potencial de crescimento dessa cidade que tem atraído pessoas para ficar e fazer dela um lar”, afirma.

A valorização imobiliária depende de fatores econômicos e das condições de mercado. Por isso, a análise de um imóvel como patrimônio envolve tanto suas características quanto as perspectivas de desenvolvimento da região.

Sobre a Galvão Amorim – Fundada em 2007, a Construtora Galvão Amorim contabiliza 12 edifícios entregues, três em construção e um em desenvolvimento em parceria com a marca de mobiliário Artefacto. A empresa atua no mercado imobiliário de João Pessoa com projetos residenciais de alto padrão

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