IBM e AMD se unem construir futuro da computação
17 de setembro de 2025
Redação

IBM (NYSE: IBM) e a AMD (NASDAQ: AMD) anunciaram uma aliança estratégica para desenvolver arquiteturas de computação de próxima geração baseadas na combinação de computadores quânticos e computação de alto desempenho, conhecida como supercomputação centrada no quântico. A AMD e a IBM estão colaborando para desenvolver plataformas escaláveis e de código aberto que poderiam redefinir o futuro da computação, aproveitando a liderança da IBM no desenvolvimento dos computadores quânticos e softwares mais potentes do mundo, e a liderança da AMD em computação de alto desempenho e aceleradores de IA.

A computação quântica é uma forma completamente diferente de representar e processar informações. Ao contrário dos computadores clássicos, que processam informações em bits (0 ou 1), os computadores quânticos usam qubits, que podem representar múltiplos estados ao mesmo tempo graças às leis da mecânica quântica. Isso abre um espaço de cálculo muito mais amplo, capaz de abordar problemas que hoje estão fora do alcance da computação tradicional, como a descoberta de novos medicamentos e materiais, a otimização de processos ou a logística em grande escala.

“A computação quântica vai simular o mundo natural e representar a informação de uma maneira completamente nova”, disse Arvind Krishna, presidente e CEO da IBM. “Ao explorar como os computadores quânticos da IBM e as avançadas tecnologias de computação de alto desempenho da AMD podem trabalhar juntas, construiremos um poderoso modelo híbrido que ultrapasse os limites da computação tradicional.”

“A computação de alto desempenho é a base para resolver os desafios mais importantes do mundo”, disse a Dra. Lisa Su, presidente e CEO da AMD. “Ao nos associarmos à IBM para explorar a convergência da computação de alto desempenho e das tecnologias quânticas, vemos enormes oportunidades para acelerar a descoberta e a inovação.”

Numa arquitetura de supercomputação centrada no quântico, os computadores quânticos trabalharão lado a lado com supercomputadores clássicos e sistemas de IA, que incluem CPUs, GPUs e outros processadores especializados. Nesta abordagem híbrida, diferentes componentes de um problema são tratados com o paradigma mais adequado para resolvê-los. Por exemplo, no futuro, os computadores quânticos poderão simular o comportamento de átomos e moléculas, enquanto os supercomputadores clássicos impulsionados por IA poderão lidar com análises massivas de dados. Combinadas, essas tecnologias poderão resolver problemas reais com uma velocidade e escala nunca antes vistas.

A AMD e a IBM estão explorando como integrar CPUs, GPUs e FPGAs da AMD com computadores quânticos da IBM para acelerar de forma eficiente uma nova classe de algoritmos emergentes, que estão fora do alcance de qualquer um dos dois paradigmas trabalhando de forma independente. Além disso, essa colaboração poderá ajudar a IBM a alcançar sua meta de construir computadores quânticos tolerantes a falhas antes do final da década, graças ao fato de que a tecnologia da AMD poderá oferecer correção de erros em tempo real, um elemento-chave da computação quântica tolerante a falhas.

Ainda este ano, as duas empresas planejam uma demonstração para mostrar como suas tecnologias podem trabalhar juntas em fluxos de trabalho híbridos quântico-clássicos. Também explorarão como ferramentas de código aberto como o Qiskit poderão catalisar o desenvolvimento e a adoção de novos algoritmos que aproveitem a supercomputação centrada no quântico.

A IBM já deu passos nessa direção, como sua recente parceria com o RIKEN para conectar seu computador quântico modular IBM Quantum System Two ao Fugaku, um dos supercomputadores clássicos mais rápidos do mundo. Também colabora com instituições como a Cleveland Clinic, o Governo Basco e a Lockheed Martin para aplicar essa abordagem híbrida a problemas complexos, além do que os computadores clássicos podem alcançar sozinhos.

Por sua vez, a AMD já é uma referência em HPC: suas CPUs e GPUs impulsionam o Frontier no Laboratório Nacional Oak Ridge do Departamento de Energia dos EUA, o primeiro supercomputador da história a superar oficialmente a barreira da exaescala. Atualmente, as CPUs AMD EPYC e a tecnologia de GPU AMD Instinct também impulsionam o El Capitan no Laboratório Nacional Lawrence Livermore, dando à AMD a distinção de alimentar os dois supercomputadores mais rápidos do mundo, segundo a lista TOP500. Além da computação de alto desempenho, as CPUs, GPUs e o software de código aberto da AMD também impulsionam inúmeras soluções de IA generativa para empresas líderes e provedores de nuvem em todo o mundo.

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