O GEO (Generative Engine Optimization), estratégia voltada à otimização da presença de marcas em mecanismos de busca baseados em inteligência artificial, foi a iniciativa de marketing que mais ganhou relevância entre as empresas brasileiras para 2026. De acordo com a segunda edição da pesquisa Tendências de Marketing, Vendas e RevOps, realizada pela 8D Hubify em parceria com a PipeLovers, a adoção da prática saltou de 8,9% em 2025 para 30,4% entre as prioridades estratégicas para o próximo ano. O avanço ocorre ao lado do crescimento do SEO, que passou de 31,3% para 42,5%, e do branding, que alcançou 50% das intenções de investimento para 2026.
Realizada com 214 profissionais e lideranças empresariais de diferentes setores da economia, a pesquisa revela um mercado que continua apostando em mídia paga e redes sociais, mas começa a redistribuir seus investimentos para estratégias capazes de gerar resultados mais sustentáveis ao longo da jornada de receita.
Segundo Fabio Duran, CEO da 8D Hubify, os números mostram uma mudança importante de mentalidade nas empresas. “As organizações continuam buscando crescimento, mas estão percebendo que depender exclusivamente de canais pagos de aquisição traz limitações. O avanço de GEO, SEO e branding mostra uma preocupação crescente com autoridade, relevância e previsibilidade, elementos que fortalecem a geração de receita no longo prazo.”
Mídia paga segue líder, mas divide espaço com novas prioridades
Embora a transformação esteja em curso, a mídia paga continua sendo a principal aposta do mercado. Em 2025, foi citada por 66,4% dos respondentes como uma das estratégias que mais receberam investimentos, seguida pelas redes sociais, mencionadas por 62,1%. Marketing de CRM apareceu em terceiro lugar, com 43,9%, praticamente empatado com marketing de conteúdo, citado por 43% das empresas.
O domínio da mídia paga também aparece na percepção de retorno sobre investimento. Metade dos entrevistados apontou o canal como a estratégia que mais gerou ROI ao longo do ano. Redes sociais foram mencionadas por 23,8% dos respondentes e marketing de CRM por 20,6%.
“Essa percepção de que a mídia paga é a melhor forma de gerar ROI precisa ser observada com muito cuidado, pois parte da performance positiva certamente vem de campanhas pagas que se aproveitam da autoridade e lembrança da marca bem trabalhada nos outros canais”, Duran pondera.
Por isso, o planejamento para 2026 indica uma distribuição mais equilibrada dos investimentos. Branding passa a figurar entre as três principais prioridades do mercado, enquanto SEO, marketing de conteúdo e CRM ganham relevância.
“Quem está na linha de frente da venda B2B sente isso na prática todos os dias. O cliente chega muito mais informado, e boa parte dessa pesquisa já passa por mecanismos generativos antes mesmo do primeiro contato com o vendedor. Quando o marketing investe em GEO, SEO e branding, ele não está só gerando lead, está encurtando ciclo de venda e entregando oportunidade com mais contexto. É aí que marketing e vendas finalmente começam a falar a mesma língua dentro de uma lógica de RevOps”, Gustavo Pagotto, fundador da PipeLovers.
Geração de leads passa por construção de autoridade
O aumento de conversões e vendas foi apontado como principal meta para 58,4% das empresas em 2026, indicando maior adoção da mentalidade de Revenue Operations (RevOps) pelas empresas. Gerar leads qualificados aparece em seguida, com 45,3%, enquanto fortalecer marca e autoridade foi citado por 38,3% dos participantes.
“Os mecanismos generativos estão mudando a forma como as pessoas descobrem marcas e tomam decisões. Nesse contexto, construir autoridade passa a ser tão importante quanto gerar alcance. A imprensa, os conteúdos de terceiros e a reputação da marca passam a alimentar esse ecossistema de confiança que influencia tanto pessoas quanto sistemas de inteligência artificial. Além disso, uma marca forte contribui para toda a jornada de receita: facilita a geração de demanda, melhora taxas de conversão, reduz barreiras comerciais e fortalece a retenção de clientes. Por isso, branding, Relações Públicas e RevOps estão cada vez mais conectados dentro das estratégias de crescimento das empresas”, diz Rodrigo Lóssio, CEO e cofundador da Dialetto, com mais de 20 anos de experiência em comunicação corporativa.