O Google reconhece que a adoção massiva do AI Mode altera o comportamento dos usuários nas buscas. Em podcast oficial “Search Off the Record”, publicado pela equipe de Search Relations, Nikola Todorovic, diretor de engenharia de software no Google Search, descreve uma nova onda de tráfego marcada por consultas mais longas e conversacionais, com restrições adicionais embutidas nas perguntas.

Por trás disso, os números reforçam a tese. O AI Mode atinge 75 milhões de usuários ativos diários e processa cerca de 1 bilhão de consultas mensais, segundo Nick Fox, vice-presidente de busca no Google. O recurso quadruplicou a base desde a estreia inicial, em fase limitada.
Google diz que experiência humana fica mais decisiva
O Google orienta que páginas precisam funcionar em dois níveis: recuperáveis para queries tradicionais e úteis para perguntas complexas alimentadas por IA. Todorovic também defende que as páginas precisam “elevar o nível” para ser úteis e interessantes “de humanos para humanos”.
Por trás disso, a tese contrasta com o que a IA já faz bem. Modelos generativos reproduzem com facilidade especificações técnicas e informações amplamente disponíveis, condensando-as em respostas conversacionais com fluidez. O resultado é a banalização de conteúdo descritivo padrão.
O sinal do Google reposiciona a aposta em E-E-A-T. Para o time, o que sustenta um clique numa resposta gerada não é a repetição da informação básica, mas a presença de comparação, teste prático, contexto local e visão pessoal, sinais de experiência que a IA não consegue replicar.
Em paralelo, Google adiciona mais links
O Google anunciou cinco mudanças nos links exibidos dentro de AI Overviews e AI Mode. As novidades aparecem no blog oficial da empresa, em post assinado por Hema Budaraju, vice-presidente de produto da Google Search, e tentam reverter parte da queda de cliques observada desde a chegada das respostas geradas.
Por trás disso, o pacote inclui sugestões de ângulos no fim das respostas, destaque para links de assinaturas pagas pelo leitor, atribuição social mais clara, citações inline mais próximas do texto e prévias no hover em desktop. Em testes internos, usuários ficam significativamente mais propensos a clicar em fontes de assinaturas que já mantêm.