Exército alista mulher em 2025; PB fica de fora do 1° edital
12 de dezembro de 2024
Redação

Em uma entrevista ao programa Correio Debate da TV CORREIO, o general de brigada Alessandro da Silva, comandante do 1° Grupamento de Engenharia, nesta quarta-feira (11), abordou as diversas funções e missões do grupamento localizado em João Pessoa, Paraíba. Com cerca de 4.500 militares distribuídos em oito estados do Nordeste brasileiro, o general explicou que os grupamentos têm como principal missão apoiar o Comando Militar do Nordeste nas operações de defesa da nação.

O efetivo disponível na Paraíba é de aproximadamente 450 militares, e o general ressaltou o crescente interesse dos jovens em servir ao Exército, especialmente com a obrigatoriedade do alistamento militar para os homens. A partir do próximo ano, uma nova modalidade de serviço militar voluntário será disponibilizada para o público feminino. As mulheres nascidas em 2007 e que completarão 18 anos em 2025 poderão se alistar entre janeiro e junho de 2025, com a previsão de que possam ser incorporadas às Forças Armadas em 2026. Nesse primeiro edital não prevê vaga para a Paraíba. 

 O Exército confirmou que, a partir de 2025, mulheres que completam 18 anos poderão se alistar voluntariamente nas Forças Armadas do Brasil para prestar o Serviço Militar Inicial Feminino em alguma organização militar da Marinha, Exército ou Aeronáutica. Esse alistamento é exclusivo para as jovens nascidas em 2007, que residem nos municípios listados no Plano Geral de Convocação, que será publicado até 30 de novembro de 2024, no Diário Oficial da União.

Diferente do alistamento masculino, o serviço militar inicial feminino será voluntário. O alistamento ocorrerá entre 1º de janeiro a 30 de junho de 2025, podendo ser realizado presencialmente nas Juntas de Serviço Militar de cada município ou pelo Site de Alistamento Online.

Alessandro da Silva destacou a importância de adaptar as forças militares para acolher essas novas integrantes, enfatizando que as mulheres têm os mesmos direitos que os homens. Inicialmente, a incorporação será direcionada a quartéis com vocações específicas, como estabelecimentos de ensino e hospitais militares.

O general também comentou sobre a importância do preparo contínuo das Forças Armadas, que não apenas se preparam para combate, mas também para missões de paz. Ele compartilhou experiências pessoais de sua participação em missões de paz na Nicarágua e no Haiti, enfatizando o respeito e a empatia que as tropas brasileiras conquistaram com a população haitiana.

Além disso, o ano de 2024 marcará a comemoração dos 80 anos da Força Expedicionária Brasileira, que lutou na Itália durante a Segunda Guerra Mundial, eternizando laços de amizade com a população local.

O general Alessandro da Silva reafirmou a necessidade de que as Forças Armadas estejam sempre preparadas, não apenas para conflitos armados, mas também para ajudar em situações de crise, reforçando o comprometimento e a capacidade dos militares brasileiros em missões internacionais.

O general de Brigada ressaltou o papel crucial do Exército Brasileiro nas obras de infraestrutura e no desenvolvimento nacional. Localizado em João Pessoa, o grupamento, que celebra 70 anos de criação em abril, é reconhecido por suas intervenções em grandes projetos, como a duplicação da BR 230.

Durante a entrevista, o General destacou que a missão do grupamento vai além das armas, enfatizando que diversos jovens têm a oportunidade de seguir carreiras técnicas, até mesmo na área de engenharia. Com um foco em preparação e capacitação, o Exército Brasileiro oferece cursos em parcerias com instituições como o SENAI e o SENAC, abordando áreas variadas que incluem construção civil e tecnologia da informação.

“Nosso trabalho não se limita à defesa da pátria, mas também envolve contribuir ativamente para o desenvolvimento da nação”, afirmou o General, mencionando que, apenas neste ano, mais de 135 capacitações foram realizadas em diversas áreas. Ele também abordou as possibilidades de alistamento e carreira dentro da instituição, que busca jovens interessados em integrar suas fileiras, tanto em caráter voluntário para o público feminino quanto obrigatório para os homens.

O general destacou que o Primeiro Grupamento de Engenharia se consolidou como um dos maiores do Exército Brasileiro, além de ser um exemplo de como a atuação militar pode ser revertida em benefícios diretos para a sociedade. A comunidade paraibana é convidada a participar das comemorações pelos 70 anos do grupamento, que simbolizam a força de uma instituição dedicada à defesa e ao progresso do Brasil.

O 1° Grupamento de Engenharia tem desempenhado um papel fundamental desde a década de 50. O comandante do 1° GPTE falou da importância das obras públicas realizadas pelo Exército na região, que se tornaram um marco na história da engenharia militar brasileira.

Com um legado de mais de 1.200 açudes construídos e a perfuração de mais de 2.600 poços artesianos, o grupamento não se limita apenas às obras hídricas. Alessandro destacou a restauração de 4.300 km de estradas e a construção de 4.900 km de rodovias, enfatizando a abrangência das ações que vão desde aeroportos até a transposição do Rio São Francisco, onde foram construídos dois canais de aproximação.

A experiência adquirida por essas tropas não se restringe ao território nacional. Durante a missão no Haiti, as mesmas operações realizadas no Brasil foram aplicadas, evidenciando a preparação do efetivo para atuar em situações de paz e, se necessário, em contextos de conflito. Atualmente, cerca de 800 militares estão envolvidos em projetos de infraestrutura, abrangendo estados como Maranhão, Minas Gerais e Goiás.

Um dos programas sociais destacados foi a Operação Pipa, implementada em 1998, que visa levar água a comunidades afetadas pela seca. O Exército coordena a ação em 378 municípios do Nordeste, atendendo a mais de 1,4 milhão de pessoas com a ajuda de 2.375 pipeiros. O Comandante ressaltou a evolução desse trabalho e o compromisso do Exército em continuar a expandir o atendimento a comunidades carentes.

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