Escassez de mão de obra atinge 80% dos setores
13 de fevereiro de 2026
Redação

O mercado de trabalho brasileiro encerrou 2025 com uma taxa de desemprego de 5,1%, mas o cenário revela gargalos estruturais preocupantes. Segundo o Departamento de Pesquisas Econômicas (DPEc) do Banco Daycoval8 em cada 10 setores da economia já enfrentam escassez de mão de obra. Essa restrição na oferta de trabalhadores tem sustentado ganhos reais de salário, mesmo com o arrefecimento da ocupação.

O paradoxo da participação e o fator COP30


A dinâmica do desemprego em 2025 foi marcada por dois momentos distintos:

  • 1º Semestre: Queda sustentada pelo dinamismo econômico, liderado pelo agronegócio.
  • 2º Semestre: A ocupação perdeu fôlego, mas o desemprego não subiu porque a taxa de participação recuou de  para .

Houve um respiro pontual em novembro devido às contratações temporárias e obras ligadas à COP30, mas o padrão de retração na força de trabalho voltou a dominar em dezembro.

Pressão inflacionária e projeções para 2026


Para a política monetária, o sinal é de alerta. Os rendimentos reais cresceram 5,7% em dezembro (em comparação anual), mantendo a massa salarial em trajetória ascendente. Esse avanço dos salários, impulsionado pela falta de braços e pelo reajuste do salário mínimo, gera desconforto no Banco Central quanto ao controle da inflação.

O Daycoval projeta que a taxa de desemprego terminal suba para 5,6% ao final de 2026. A previsão é de que os rendimentos reais avancem 2,3%, enquanto a população ocupada deve registrar um crescimento mais modesto de 1,7%.

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