Representantes de mais de vinte setores que atuam no mercado de turismo e eventos estarão em Brasília hoje, quarta-feira, dia 7, para realizar um manifesto pela manutenção do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) e contra a reoneração da folha de pagamentos das empresas. Uma Medida Provisória do final do ano passado, a 1.202, reonera a folha de pagamentos de diversos segmentos da economia. A mesma MP acaba com o Perse, essencial para o turismo brasileiro.
A MP concentra um conjunto ações com o objetivo de promover o aumento de tributação. “Se for adiante, essa medida causará um estrago do tamanho da pandemia ao setor de turismo, que já reduziu em mais de 50% a mão de obra nos anos de 2020 e 2021”, avalia Humberto Machado, diretor executivo da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp).
Segundo ele, os números levantados pela entidade no ano passado mostram que o total de transações em eventos corporativos em 2023 encolheu 32% quando comparado a 2019, antes da pandemia, e o fim do Perse trará ainda mais prejuízos ao segmento.
A iniciativa dos mais de 20 setores nesta quarta-feira em Brasília tem o apoio da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Produção Cultural e Entretenimento; a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo (Frentur); a Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo (FPE); a Frente Parlamentar Mista da Hotelaria Brasileira; e a Frente Parlamentar em Defesa do Comércio e Serviços (FCS). As entidades publicaram um manifesto a favor do Perse, que conta com apoio de 150 parlamentares, entre deputados federais e senadores.
Destaques do Manifesto
O manifesto das entidades mostra a importância do setor de eventos para o País:
· Dados do IBGE e do Ministério da Previdência e do Trabalho que mostram que os setores de eventos culturais, entretenimento e turismo emergiram como os maiores geradores de empregos do Brasil em 2023. No saldo acumulado entre janeiro e outubro deste ano, houve um crescimento de 46,6% nos empregos, muito superior a outras categorias, como a agropecuária e a construção civil, por exemplo, que registraram decréscimo de 9,1% e 12,4%, respectivamente.
· Em outubro do ano passado, os turistas estrangeiros injetaram na economia brasileira US$ 650 milhões. O valor corresponde a R$ 3,19 bilhões. Outubro foi o melhor mês de para o setor nos últimos 10 anos. Apensas naquele mê, o turismo foi responsável pela criação de 20,7 mil postos de trabalho com carteira assinada, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do IBGE.
· No acumulado do ano, já são mais de 150 mil novas vagas de emprego. Quatro em cada 10 empregos gerados no ano vieram dos setores de turismo e eventos, consolidando esses segmentos como os maiores geradores de empregos do país.
Estão disponíveis para entrevistas:
– Luciano Guimarães, executivo da Agência BeFly – pode falar dos impactos da medida em sua agência.
– Duda Vasconcelos, executivo da Agência Kontik – pode falar dos impactos da medida em sua agência.
– Humberto Machado – diretor executivo da Abracorp (Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas) – pode falar pelo setor.