Edição limitada combina bebidas envelhecidas em jequitibá-rosa e cerejeira; rótulo é assinado pela artista plástica Ludmila Ribeiro Coutinho.

O Engenho Nobre lança, no dia 13 de setembro, uma nova cachaça criada para homenagear a beleza, a força e a resistência da mulher paraibana. Batizada de Nobre Paraibana, a bebida terá edição limitada a 250 garrafas.
Desenvolvida por Murilo Coelho, a nova cachaça é resultado de um blend que combina uma bebida envelhecida por três anos em jequitibá-rosa com outra que permaneceu durante um ano em barril de cerejeira com capacidade para 50 litros.
De acordo com o produtor, a cerejeira foi incorporada de forma equilibrada, preservando as características do jequitibá-rosa. A combinação proporciona um sabor levemente adocicado, perfume suave, maciez e leveza ao paladar. A Nobre Paraibana tem graduação alcoólica de 40%.
A simplicidade do produto e a identidade regional também estão presentes na embalagem. O rótulo foi criado pela arquiteta e artista plástica paraibana Ludmila Ribeiro Coutinho, natural de João Pessoa e atualmente residente em Lisboa, Portugal.
A obra estabelece uma ligação afetiva entre a artista e suas origens. No centro da composição, a figura feminina representa uma mulher forte, determinada e profundamente ligada à terra onde nasceu.
Ao fundo, o solo seco e árido do Sertão simboliza as adversidades enfrentadas por quem vive na região. Em contraste, a mulher aparece como expressão de resistência, vida e capacidade de renovação.
Os cactos reforçam essa narrativa. Associadas à sobrevivência no ambiente sertanejo, as plantas transformam-se em folhagens e flores, como se a presença feminina levasse esperança e fertilidade a uma terra aparentemente hostil.
A composição também apresenta o caju, fruto ligado à cultura e à paisagem do litoral paraibano. O elemento aproxima o Sertão do litoral e simboliza o começo de um novo ciclo, além da capacidade da natureza de se regenerar e produzir novos frutos.
Mais do que identificar a bebida, o rótulo transforma a garrafa em uma obra autoral. Cores, formas e elementos naturais constroem uma interpretação contemporânea das raízes e da identidade da Paraíba.
Na proposta artística da Nobre Paraibana, a mulher é apresentada como a própria força da terra: resiste à seca, supera as adversidades e faz nascer beleza onde aparentemente nada poderia florescer.
