Empreendedorismo reduz pobreza no Brasil
4 de dezembro de 2025
Redação

Mais de 8,6 milhões de pessoas saíram da faixa da pobreza entre 2023 e 2024 – e passaram a ter uma renda per capita familiar superior a R$ 694 mensais. Os dados fazem parte da Síntese de Indicadores Sociais publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (3). Somado a isso, outras 1,9 milhão de pessoas também saíram da situação de extrema pobreza (renda de R$ 218 por mês). A geração de emprego e renda observada, especialmente nas micro e pequenas empresas nos últimos anos, aliada ao grande estímulo ao empreendedorismo tem um papel fundamental no resultado.
 

“Vivemos hoje em um Brasil fora do Mapa da Fome. A inclusão social, de renda e emprego, passa pelo empreendedorismo. As políticas públicas, promovidas pelo presidente Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, se refletem nas estatísticas econômicas, mas, principalmente, no bolso e na dignidade dos trabalhadores do país”, ressalta o presidente do Sebrae, Décio Lima.
 

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Ele lembra que os pequenos negócios têm um papel fundamental neste anúncio. Isso porque, somente em 2024, mais de 1,2 milhão de empregos foram gerados no setor. A quantidade se assemelha aos que foram contratados e que estavam no Bolsa Família, de acordo com levantamento do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) – 1,27 milhão. “O empreendedorismo vem revolucionando e transformando realidades Brasil afora. Em 2024, 99% dos empregos gerados pelo Caged foram ocupados pelo público do Cadastro Único. Gerando oportunidades e inclusão”, destaca.
 

Parceria entre Sebrae e MDS
 

A pesquisa do IBGE também apontou que, sem os benefícios de programas sociais, a proporção de pessoas na extrema pobreza subiria de 3,5% para 10% da população, enquanto a proporção da pobreza aumentaria de 23% para 29% em 2024. Além disso, em 2024, a pobreza foi maior entre os trabalhadores sem carteira assinada (20%) e por conta própria (16%).
 

Para apoiar esta parcela da população, o Sebrae e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) assinaram um acordo que visa à integração de esforços para uma atuação articulada na promoção socioeconômica de famílias em vulnerabilidade social. Entre as ações previstas está o compartilhamento de informações do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e do Programa Bolsa Família que vai contribuir com o desenvolvimento de estudos e pesquisas sobre os pequenos negócios para o aprimoramento de políticas públicas.
 

O primeiro levantamento realizado a partir da parceria mostrou que um grande contingente de pessoas inscritas no CadÚnico tem decidido empreender após ingressar na plataforma. Do total de microempreendedores individuais (MEIs) que estão cadastrados, 55% (2,5 milhões) tiveram a iniciativa de começar a empreender após a inscrição.
 

Do universo de 95,3 milhões de pessoas inscritas, 4,6 milhões são MEI e mais de um terço (34%) já foi atendido pelo Sebrae ao menos uma vez entre janeiro de 2020 e julho deste ano. Este apoio da entidade tem dado resultado: os MEIs que estão no Cadastro e foram atendidos pelo Sebrae possuem maior percentual de empresas ativas (79%) em comparação àqueles não atendidos (62%).

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