Segundo o levantamento, o Índice de Gini da Paraíba, indicador que mede a concentração de renda, variando de 0 (máxima igualdade) a 1 (máxima desigualdade), foi calculado em 0,507 para o ano de 2025, enquanto em 2024 a estimativa ficou em 0,496. Apesar dessa ligeira alta, o indicador paraibano passou de sexto maior do país, em 2024, para o nono maior, em 2025, ficando abaixo da média nacional (0,511), mas levemente superior à do Nordeste (0,503).
Entre 2012 e 2015, houve crescimento da parcela do rendimento de todos os trabalhos no rendimento domiciliar per capita, atingindo, em 2014 e 2015, 68,7% e 68,6%, respectivamente, os maiores valores da série. A partir de 2016, houve aumento da parcela relativa a outras fontes de rendimento, motivado, sobretudo, pelo comportamento de alta da parcela de aposentadoria e pensão, que de uma participação máxima em torno de 25% em 2012 e 2013, recua para cerca de 21,5% em 2014/2015, para então ficar no patamar de 24% entre 2016 e 2019. Em 2020, ano de forte retração do mercado de trabalho, a parcela do rendimento de todos os trabalhos no rendimento domiciliar per capita atingiu o menor valor da série (60,8%). Nesse ano, o aumento da participação das outras fontes se deu na rubrica Programas sociais do governo (de 4,8%, em 2019, para 14,3%, em 2020), o que se deve à criação do Auxílio Emergencial para fazer frente aos efeitos socioeconômicos da pandemia de COVID-19. Em 2021, com o início da flexibilização das medidas sanitárias e mudanças no Auxílio Emergencial, a parcela do rendimento do trabalho no rendimento domiciliar per capita se elevou para 66,8% em 2021, e 68,1% em 2022, voltando a cair nos dois anos seguintes. Enquanto isso, o rendimento das Outras fontes voltava a aumentar, passando de 31,9%, em 2022, para de 34,1%, em 2024, por conta dos programas sociais do governo, que passaram de 7,5% para 9%, respectivamente, caindo para 8,4% em 2025.
A massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita paraibana totalizou R$ 6,4 bilhões em 2025, 7,5% maior do que o estimado para 2024 (R$ 5,9 bilhões), atingindo no ano passado o maior valor da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. Em relação a 2019 (R$ 5 bilhões), a expansão foi de 28,6%. Esse crescimento verificado em 2025, na Paraíba, foi semelhante ao verificado nos níveis regional (7,2%) e nacional (7,3%).