No acumulado deste ano (de janeiro a julho), frente à variação percentual observada no mesmo período de 2024, o custo médio da construção civil, na Paraíba, teve alta de 1,47%, segundo o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado pelo IBGE, nesta terça-feira (12). O avanço foi menor que os verificados nas médias do Brasil (3,21%) e do Nordeste (3,8%), tendo sido o 3º menor entre todas as unidades da federação, superior apenas aos verificados nos estados do Amazonas (0,89%) e Mato Grosso (1,09%).
Frente a junho deste ano, no estado, o custo médio da construção civil teve alta de 0,13%, em julho. O crescimento mensal do índice estadual ficou abaixo dos registrados na média nacional (0,31%) e na regional (0,69%), sendo a décima primeira menor do país, com recuo de 0,33 pontos percentuais em relação à verificada em junho (0,46%). No Brasil, o estado de Alagoas apresentou o maior aumento do indicador, com 3,02%, seguido pelo Ceará (2,31%); enquanto os menores avanços foram observados em Sergipe e Bahia, ambos com 0,01%, e no Pará, com 0,03%.
Com essa variação positiva, o custo médio por metro quadrado, no estado, passou de R$ 1.750,08, em junho, para R$ 1.752,28, em julho, o terceiro maior do Nordeste, abaixo apenas do que o calculado para o Ceará (R$ 1.753,02) e o Maranhão (R$ 1.803,82). O custo médio da construção civil paraibano manteve-se acima da média nordestina (R$ 1.727,22), embora abaixo da média brasileira (R$ 1.848,39).
O aumento do custo médio por metro quadrado, na Paraíba, foi causado pela pequena elevação no valor da parcela referente aos materiais que, de junho para julho deste ano, aumentou de R$ 1.065,55 para R$ 1.067,75. Já o custo do componente mão de obra não sofreu alteração em relação ao mês anterior, mantendo-se constante nos últimos 7 meses, no valor de R$ 684,53.
No acumulado de 12 meses, a Paraíba apresentou uma variação de 3,42% no custo médio por metro quadrado da construção, o sexto menor entre todas as unidades da federação, ficando abaixo da média nacional (5,25%) e da regional (5,52%). Entre os estados, Acre (7,99%), Ceará (7,67%) e Alagoas (7,36%) apresentaram as maiores elevações, enquanto Mato Grosso do Sul (1,70%), Amazonas (1,83%) e Tocantins (2,61%) registraram os menores aumentos no indicador.