O efetivo de galináceos se manteve relativamente estável até 2008, em torno de 8,3 milhões de cabeças, mas a partir de 2009 apresentou forte crescimento, quando ultrapassou os 10 milhões. Na análise da série histórica entre 2015 e 2024, o destaque é o quantitativo de galinhas, que teve aumento de 86,7%. O total de galináceos cresceu 36,4%, enquanto as codornas apresentaram queda de 36,7% no período, diminuindo de 312 mil codornas, em 2015, para cerca de 198 mil, em 2024.

Os anos de 2012 a 2017 foram marcados por oscilações, com retomada consistente de crescimento a partir de 2018, alcançando 14,5 milhões de galináceos em 2024, o maior patamar da série, representando crescimento superior a 76% em relação a 2005, e de 10,3% em relação a 2023 (cerca de 13.2 milhões).
Entre os municípios paraibanos, Pocinhos é o maior destaque (1,25 milhão), seguido por Pedras de Fogo (1,13 milhão), Guarabira (1,12 milhão), Mamanguape (937 mil) e Soledade (770 mil).
Já no caso específico das galinhas (poedeiras), a trajetória também foi de expansão, mas em ritmo mais lento. Entre 2005 e 2015, o número manteve-se próximo a 2,2 milhões de cabeças, com pequenas variações. A partir de 2016, observou-se crescimento mais expressivo, ultrapassando 3 milhões em 2022 e chegando a 4,2 milhões em 2024, quantitativo que representa mais que o dobro do volume registrado no início da série. Entre os municípios paraibanos, Pedras de Fogo se tornou o primeiro colocado (870,5 mil), seguido por Princesa Isabel (601,8 mil), Mamanguape (390,9), Esperança (296,4 mil) e Cuité (185 mil).
Produção de ovos de galinha cresce 192% em 20 anos
A produção de ovos de galinha na Paraíba teve um crescimento expressivo e contínuo. Em 2005, eram produzidas 25,6 mil dúzias, enquanto em 2024 esse número atinge 74,7 mil dúzias. Isso representa quase o triplo da produção em 20 anos, com uma curva de crescimento ainda mais acentuada a partir de 2019, quando os números ultrapassaram a marca de 40 mil dúzias.
Já a produção de ovos de codorna apresentou uma trajetória diferente: partiu de 672 dúzias em 2005, alcançando um pico de 4,5 mil dúzias em 2016, com retração nos anos seguintes, encerrando 2024 com produção de 2,5 mil dúzias, praticamente metade do máximo já registrado.