O comércio varejista da Paraíba registrou crescimento de 1,7% no volume de vendas em junho de 2026, na comparação com maio. O resultado ficou acima da média brasileira, que avançou 0,5% no mesmo período, segundo dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com o desempenho, a Paraíba ficou na sexta posição entre as unidades da Federação, superando os resultados de 21 estados e do Distrito Federal. As maiores altas na passagem de maio para junho foram registradas no Amazonas (3%), Espírito Santo (2,6%) e Roraima (2,5%). Na outra ponta, Rio Grande do Sul (-1,6%) e Tocantins (-2,1%) tiveram as maiores quedas.
O resultado positivo do comércio paraibano também aparece com força na comparação anual. Frente a junho de 2025, o volume de vendas cresceu 6,3%, mais que o dobro da média nacional, de 2,9%. Novamente, a Paraíba apresentou o sexto melhor desempenho do país. Pernambuco liderou, com expansão de 9,5%, seguido por Tocantins (9,1%) e Distrito Federal (8,8%).
No acumulado de janeiro a junho de 2026, o comércio varejista paraibano cresceu 2,6% em relação ao mesmo período de 2025. O percentual também ficou acima da média brasileira, de 1,9%.

A Paraíba empatou com Mato Grosso do Sul e ocupou a décima posição nacional. Pernambuco apresentou o maior crescimento no primeiro semestre, de 10,7%, seguido pelo Distrito Federal (7,4%) e Tocantins (7,2%).
Na outra extremidade ficaram Piauí, com queda de 0,4%; Amazonas, com retração de 0,7%; e Pará, com redução de 1,6%.
Quando considerados os últimos 12 meses, o varejo paraibano acumula expansão de 3,1%, contra 1,6% da média brasileira. O resultado colocou o estado na 11ª posição nacional. Pernambuco (6,1%), Rio Grande do Norte (5,9%) e Amapá (5,6%) apresentaram os maiores avanços.
A receita nominal do comércio varejista da Paraíba apresentou crescimento em todos os comparativos divulgados pela pesquisa e, em todos eles, ficou acima da média nacional.
Na passagem de maio para junho, a receita avançou 1,7%, enquanto no Brasil o crescimento foi de 1%. Na comparação com junho de 2025, a alta paraibana chegou a 10,3%, contra 7% no país.
No acumulado do primeiro semestre, a receita cresceu 5,5% na Paraíba, acima dos 4,7% registrados nacionalmente. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o avanço foi de 5,7%, diante de 4,9% no Brasil.
O cenário foi diferente no comércio varejista ampliado, indicador que, além das atividades do varejo restrito, incorpora veículos, motocicletas, peças, material de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo.
Em junho, o volume de vendas do varejo ampliado paraibano recuou 0,2% frente a maio. Apesar da queda, o desempenho foi melhor que a média brasileira, que apresentou retração de 1%. A Paraíba ficou na 11ª posição nacional, empatada com o Pará.
Mesmo com a redução no volume, a receita nominal do varejo ampliado paraibano avançou 0,3% no mês, enquanto o resultado nacional foi negativo em 0,6%.
Na comparação com junho de 2025, o quadro volta a ser de expansão. O volume de vendas do setor na Paraíba cresceu 6,9%, acima dos 4,9% registrados no país. O resultado colocou o estado na 13ª posição nacional. A receita nominal aumentou 10,5%, também superando a média brasileira, de 8,1%.
No acumulado de janeiro a junho, o volume de vendas do varejo ampliado paraibano apresentou crescimento de 2,4%, diante de 1,9% na média nacional. A receita nominal avançou 5,1% no estado e 3,9% no Brasil.
Nos últimos 12 meses, o setor acumula crescimento de 2,5% no volume de vendas, percentual que colocou a Paraíba, empatada com o Maranhão, na 17ª posição nacional. No Brasil, a expansão no mesmo período foi de apenas 0,8%.
A receita nominal do varejo ampliado também apresentou desempenho superior no estado: alta de 5,2% nos últimos 12 meses, contra crescimento de 3,4% na média brasileira.
Os números mostram que, apesar da pequena retração mensal observada no varejo ampliado, o comércio paraibano encerrou o primeiro semestre de 2026 com crescimento e desempenho superior à média nacional nos principais indicadores, tanto no varejo restrito quanto nas comparações acumuladas do segmento ampliado.
Fonte: Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).