O comércio brasileiro deve encerrar 2024 com um faturamento histórico de aproximadamente R$ 3,4 trilhões , segunda projeções da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Para 2025, a expectativa é de alta de 3,1% , impulsionada pela confiança do consumidor, inovação nos canais de venda e fortalecimento do varejo físico integrado ao digital.
Por trás desses números, estão milhões de pontos comerciais que compõem a base da economia nacional. Entre eles, as redes de franquias, que em 2024 deverão ultrapassar a marca de R$ 250 bilhões em faturamento, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Mais do que cifras, esses negócios representam histórias de empreendedores que, todos os dias, mantêm vivo o espírito do comércio: servir, gerar valor e encantar clientes.
“Uma rede de franquias é, antes de tudo, uma rede de negócios”, afirma Renata Vichi, CEO da Kopenhagen e da Brasil Cacau. “É formado por comerciantes capazes, que conhecem seus clientes pelo nome, que acordam cedo para abrir uma loja e têm o sonho grande de crescer junto com a marca que representam.”

Essa visão reforça um ponto muitas vezes esquecido nos debates sobre grandes redes: o mais importante continua sendo o comerciante local. “Cada franquia é um comércio e deve ser gerida como tal para se fortalecer. É essa gestão próxima das pessoas e da comunidade que faz as marcas ganharem relevância nacional”, diz Vichi.
Comerciantes como protagonistas
De fato, o varejo segue sendo o maior empregador privado do país, com mais de 10 milhões de trabalhadores formais, segundo dados do Ministério do Trabalho. Só o setor de franquias responde por cerca de 1,6 milhão de empregos diretos, além de milhares de indiretos.
A força do comércio também apresenta capacidade de adaptação e inovação. Dados da ABF mostram que, em 2024, os segmentos de Alimentação, Saúde, Beleza e Bem-Estar foram os que mais cresceram, acompanhando mudanças no comportamento do consumidor. As franquias vêm investindo cada vez mais em modelos de negócio mais compactos, digitais e sustentáveis, tornando-se opção viável até em cidades menores.
Mais do que marcas, pontos de encontro
“O comércio não é só transação. É relacionamento, é experiência, é o cheiro do café na loja, é a conversa do vendedor com o cliente fiel. Antes de comemorarmos os lucros, precisamos nos apaixonar por pessoas”, explica Vichi. Para ela, mesmo com toda a digitalização, o que sustenta o comércio continua sendo um tripé clássico: pessoas, relacionamentos e vendas.
É por isso que as franquias seguem crescendo: combinam força de marca, processos estruturados e padronização, com a energia local de cada franqueado, que conhece a realidade de sua cidade e cria conexões reais com o público.
A economia que pulsa nas esquinas
No fim, quem faz a economia girar não são apenas as grandes campanhas, mas sim as milhares de lojas, padarias, lanchonetes e quiosques que abrem as portas todos os dias. Em 2024, só o comércio varejista deverá gerar mais de 200 mil novas vagas , segundo a CNC. E mais da metade dos novos negócios no setor de franquias vem das cidades de médio porte, mostrando que o crescimento não se concentra apenas nas capitais.
O comércio brasileiro, muitas vezes visto apenas como varejo de bens de consumo, é também espaço de sonhos, de encontros e de impacto social. Como resume Vichi: “Antes de sermos executivos ou donos de grandes redes, somos comerciantes. Pessoas apaixonadas por servir, por gerar resultados e, acima de tudo, por encantar.”
E é essa paixão silenciosa, repetida em cada balcão e em cada loja, que faz o comércio seguir sendo a espinha dorsal da economia brasileira – hoje, amanhã e sempre.