Comércio da PB emprega 126,8 mil e movimenta R$ 95,3 bi
29 de julho de 2026
Redação

O setor comercial da Paraíba consolidou sua relevância econômica ao registrar 126,8 mil pessoas ocupadas formalmente ao final de 2024. O contingente de trabalhadores atuava em 20.206 empresas comerciais de base formal, distribuídas por 21,8 mil estabelecimentos (unidades locais) em todo o estado. Juntas, essas empresas geraram uma receita bruta de revenda de mercadorias de R$ 95,3 bilhões e uma massa salarial de R$ 3,3 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.

Os dados constam na Pesquisa Anual do Comércio (PAC), divulgada nesta quarta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Realizado desde 1996, o levantamento deste ano apresenta uma quebra metodológica em sua série histórica devido à substituição da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) pelo eSocial para a identificação de empresas ativas, alterando o critério de exclusão de unidades inativas.

Varejo lidera em empregos e faturamento

O comércio varejista se consolidou como o principal motor do setor no estado, concentrando 72,1% dos trabalhadores (91,4 mil pessoas). O comércio atacadista respondeu por 18,5% (23,4 mil pessoas) dos postos de trabalho, enquanto o segmento de veículos, peças e motocicletas absorveu os 9,4% restantes (12 mil pessoas).

Em termos de representatividade regional, os trabalhadores paraibanos equivalem a 7% do total do comércio no Nordeste, posicionando o estado em 5º lugar na região e em 17º no cenário nacional.

O varejo também liderou a receita bruta do setor, sendo responsável por 52,1% do faturamento estadual, o que equivale a R$ 49,7 bilhões. O atacado garantiu 37,6% (R$ 35,8 bilhões) da receita, e o comércio de veículos registrou 10,3% (R$ 9,8 bilhões). No total, os R$ 95,3 bilhões faturados pela Paraíba representam 7,5% de toda a receita comercial do Nordeste.

Massa salarial e rendimento médio

A massa salarial total de R$ 3,3 bilhões injetada na economia paraibana corresponde a 6,7% do total regional e a 0,9% do montante nacional. A maior fatia dessa remuneração veio do varejo, com 64,5% (R$ 2,12 bilhões), seguido pelo atacado com 24,5% (R$ 805,9 milhões) e pelo setor automotivo com 11,1% (R$ 363,6 microes).

Apesar do grande volume de empregos no varejo, o segmento registrou o menor salário médio mensal do estado, com 1,3 salário mínimo. A melhor remuneração média foi identificada no comércio atacadista, onde os trabalhadores receberam 1,9 salário mínimo, seguido por veículos e peças, com 1,7 salário mínimo. A média geral do comércio paraibano fechou em 1,4 salário mínimo, índice inferior à média do Nordeste (1,5) e do Brasil (1,9).

Margem de comercialização e estabelecimentos

O esforço de venda das empresas paraibanas resultou em uma margem de comercialização — resultado obtido após a dedução dos custos de aquisição das mercadorias — de aproximadamente R$ 18 bilhões. Desse total, 60,7% (R$ 10,9 bilhões) foram gerados pelo varejo, 28,5% (R$ 5,1 bilhões) pelo atacado e 10,8% (R$ 1,9 bilhão) pelo segmento de veículos. Com esse desempenho, a Paraíba obteve a 5ª maior margem do Nordeste.

Por fim, a pesquisa detalhou a estrutura física do comércio local. Das 21,8 mil unidades locais ativas no estado (6,3% do Nordeste), a esmagadora maioria pertence ao varejo, com 78,9% dos estabelecimentos (17,2 mil). O atacado responde por 11,6% (2,5 mil) e as lojas de veículos e autopeças somam 9,5% (2 mil) do ecossistema comercial do estado.

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